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Casa Brasil

A saga da Gurgel: a trajetória do visionário brasileiro que almejou desenvolver um automóvel totalmente nacional 

Administrador by Administrador
8 de maio de 2025
in Brasil
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A saga da Gurgel: a trajetória do visionário brasileiro que almejou desenvolver um automóvel totalmente nacional 

Imagem gerada por inteligência artificial

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Fundada por João Gurgel, empresa nacional buscou desenvolver veículos adaptados à realidade do país, mas sucumbiu à ausência de incentivos e à abertura comercial dos anos 1990

Nos anos 1970, quando o setor automotivo brasileiro era dominado por subsidiárias de multinacionais, o engenheiro paulista João do Amaral Gurgel decidiu seguir um caminho ousado: fundou a Gurgel Motores, com o propósito de desenvolver um carro genuinamente brasileiro, pensado e produzido para as condições e necessidades locais. A empresa, no entanto, teve sua trajetória marcada por obstáculos estruturais, resistência institucional e uma política econômica que acabou inviabilizando o projeto.

Um idealista à frente do seu tempo

Nascido em 1926, na cidade de Franca (SP), João Gurgel formou-se engenheiro mecânico-eletricista pela Escola Politécnica da USP. Com passagem por empresas como a Willys Overland, tinha como ambição romper com a dependência tecnológica externa e consolidar uma indústria automotiva independente no país.

Em 1969, fundou a Gurgel Indústria e Comércio de Veículos S.A., que iniciou suas atividades com a produção de jipes leves de fibra de vidro, adaptados às estradas de terra e ao clima brasileiro. O primeiro modelo da marca, o Gurgel Ipanema, foi lançado ainda naquele ano.

Em 1973, veio o Xavante XT, utilitário mais robusto que estreou inovações como o chassi Plasteel (estrutura tubular reforçada com fibra de vidro e resina) e o sistema Selectraction, que distribuía a tração em terrenos difíceis. As soluções foram elogiadas por sua simplicidade e funcionalidade.

O BR-800: símbolo de uma indústria nacional

Em 1988, a empresa lançou o BR-800, o carro que encarnava o projeto de um veículo 100% nacional e popular. Com motor de dois cilindros e baixo consumo, o modelo buscava atender famílias de renda mais baixa e fomentar o setor produtivo local. Teve apoio inicial do governo de José Sarney, que ofereceu incentivos fiscais mediante a compra de ações da empresa por parte dos consumidores.

Embora o desempenho técnico tenha sido limitado, o BR-800 marcou a tentativa mais concreta de romper com a hegemonia das montadoras estrangeiras no Brasil.

O pioneirismo elétrico com o Itaipu

Anos antes de a Tesla transformar o mercado de carros elétricos, a Gurgel já apostava na eletrificação. Em 1974, em plena ditadura militar e durante a crise do petróleo, a empresa apresentou o Itaipu E150, primeiro carro elétrico da América Latina.

Movido por baterias de chumbo-ácido, o modelo tinha autonomia de até 60 km e velocidade máxima de 60 km/h — parâmetros considerados notáveis para a época. Embora nunca tenha sido produzido em escala, o projeto revelava uma visão de futuro surpreendente para o setor automotivo nacional.

Avanços e limitações

Durante os anos 1980, a Gurgel chegou a empregar mais de 2.000 trabalhadores na unidade de Rio Claro (SP) e ampliou sua linha com veículos como o Carajás e o Motomachine. Mesmo com recursos limitados, desenvolveu tecnologias próprias, como o motor Enertron e a estrutura Plasteel, além de tentar substituir componentes metálicos por materiais compósitos mais leves.

Entretanto, a falta de apoio institucional, a ausência de uma política industrial consistente e a competição desigual com montadoras estrangeiras dificultaram a consolidação da empresa. Produzir em pequena escala, com custos altos e cadeia de fornecedores restrita, tornou-se um desafio insustentável.

A abertura econômica e a derrocada

A política de abertura comercial adotada pelo governo de Fernando Collor, em 1990, selou o destino da Gurgel. A redução abrupta das tarifas de importação e a entrada de modelos estrangeiros mais sofisticados e acessíveis — como o Fiat Uno Mille e o Ford Escort — afetaram diretamente as vendas da empresa.

Sem os recursos necessários para manter-se competitiva, a Gurgel entrou em declínio. Os projetos de novos modelos, como o Delta, não chegaram a ser viabilizados, e os pedidos de ajuda ao governo e ao BNDES foram ignorados. A fábrica encerrou suas atividades em 1994. Em 1995, a empresa decretou falência.

Legado e reconhecimento póstumo

João Gurgel faleceu em 2009, sem ver o renascimento do sonho industrial que dedicou a vida a construir. Ainda assim, sua trajetória é lembrada como exemplo de ousadia e visão estratégica.

Em 2013, uma proposta de lei foi apresentada no Congresso Nacional para torná-lo patrono da indústria automobilística brasileira. Embora sem efeito prático, a iniciativa reconhece a relevância histórica do empreendedor.

Os veículos da marca tornaram-se itens de colecionadores e fãs da engenharia nacional. O BR-800, apesar de suas limitações, simboliza uma tentativa genuína de independência tecnológica.

Uma história que ainda ecoa

Décadas após o fechamento da Gurgel, o Brasil continua sendo um importante mercado consumidor de veículos, mas com produção fortemente dependente de tecnologia e insumos estrangeiros. O caso da Gurgel revela os entraves à inovação e ao desenvolvimento industrial no país — e serve de alerta para o risco de repetir erros do passado.

O edifício da antiga fábrica em Rio Claro permanece desativado, mas a memória da marca resiste em fóruns, eventos automotivos e redes sociais. Até hoje, alguns empresários demonstram interesse em resgatar o nome Gurgel, mas nenhuma tentativa de reativação prosperou.

A história da Gurgel é, ao mesmo tempo, um retrato do potencial industrial brasileiro e da falta de um ambiente propício à inovação de longo prazo. (Fonte: CPG)

Tags: A saga da Gurgel
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