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Casa Saúde

Terapia adaptada reduz mortalidade por febre amarela em 84%

Administrador by Administrador
3 de março de 2025
in Saúde
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Terapia adaptada reduz mortalidade por febre amarela em 84%

© Rio de Janeiro/Arquivo/Fábio Massalli

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Casos no estado de São Paulo sobem para 18, com 12 óbitos.

Pesquisadores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) divulgaram os resultados de um estudo que adaptou protocolos de atendimento de hepatites fulminantes para tratar pacientes com febre amarela. A abordagem aumentou significativamente as taxas de sobrevida entre os casos graves, alcançando redução de mortalidade de 84% entre os pacientes elegíveis.

A estratégia terapêutica, inicialmente desenvolvida por uma equipe médica da Dinamarca para tratar hepatite grave, utiliza transfusões de plasma sanguíneo. O procedimento auxilia na redução da sobrecarga hepática, permitindo que o organismo tenha mais tempo para se recuperar. Em casos de hepatite, a resposta ao tratamento costuma ser rápida, enquanto na febre amarela, os especialistas do HC identificaram que a melhora exige um tempo maior de intervenção.

Atualmente, o tratamento padrão para casos graves da doença no Brasil é o transplante de fígado, um procedimento de alta complexidade e com elevado risco de mortalidade, seja pela demora na realização, seja pela progressão da infecção. A pesquisa destaca que a letalidade da febre amarela está diretamente relacionada à resposta imune do paciente, à dinâmica da infecção viral e à carga viral presente no organismo.

A médica Ho Yeh-Li, coordenadora da UTI de Infectologia do HCFMUSP, afirmou à Agência Brasil que a terapia com plasma é uma alternativa mais acessível e viável, se comparada ao transplante hepático. “O plasma é um hemoderivado com ampla disponibilidade nos hemocentros, e o equipamento para a transfusão é comumente encontrado em hospitais de alta complexidade no país”, explicou. Segundo o estudo, os casos fatais incluíram pacientes com predisposição a doenças hepáticas, como um homem de 48 anos com histórico de consumo excessivo de álcool.

A terapia adaptada consiste em sessões de transfusão de plasma realizadas duas vezes ao dia, com duração entre uma e uma hora e meia. A equipe de saúde é composta por enfermeiros e um médico de referência, e em alguns casos é necessário realizar transfusões sanguíneas adicionais. A duração do tratamento varia conforme a evolução do paciente. Enquanto a equipe dinamarquesa observou melhora em três dias para casos de hepatite, nos pacientes com febre amarela a redução das sessões precisa ser gradativa.

Hospital das Clínicas de de São Paulo – Governo do Estado de São Paulo

A metodologia foi aplicada pela primeira vez no surto paulista de 2018/2019 e posteriormente adotada no Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, com resultados similares.

O estudo contou com a colaboração do Departamento de Infectologia e Medicina Tropical e do Departamento de Gastroenterologia do HCFMUSP, além do Serviço de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular do mesmo hospital. Também participaram pesquisadores do Churchill Hospital, da Universidade de Oxford, e da Fundação Pro-Sangue.

Situação epidemiológica

A eficiência da terapia nos casos recentes tem sido limitada, já que muitos pacientes não estão chegando a hospitais de alta complexidade. Segundo Yeh-Li, o problema está na falta de treinamento das equipes de atendimento primário e secundário, que não identificam os sintomas a tempo e, consequentemente, demoram a encaminhar os doentes para unidades capacitadas.

Essa situação pode explicar a alta taxa de letalidade em São Paulo, onde, dos 18 casos confirmados, 12 resultaram em óbito, um índice de mais de 60%. No surto de 2018/2019, a taxa foi de aproximadamente 35%. O aumento recente levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a emitir um alerta para viajantes no último dia 14.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, 13 dos 18 casos tiveram como provável local de infecção a região de Campinas (Amparo, Socorro, Tuiuti, Joanópolis, Valinhos, Campinas, Pedra Bela e Piracaia). Outros casos foram registrados nas regiões de Bauru (Brotas), Piracicaba (São Pedro) e São José dos Campos (Caçapava). Um caso segue sob investigação e outro foi importado de Minas Gerais.

A Secretaria reforça a importância da vacinação, implementada pelas prefeituras. Dos 12 pacientes que faleceram, 11 não haviam sido vacinados. Em 2024, o estado de São Paulo registrou dois casos humanos de febre amarela, um autóctone e um importado, que levou ao óbito.

Também foram confirmados 36 casos de febre amarela em primatas não humanos no estado, sendo 23 na região de Ribeirão Preto, 11 na região de Campinas, um na região de Barretos e um na Grande São Paulo. Autoridades sanitárias alertam que o avistamento de macacos mortos pode indicar circulação do vírus e deve ser comunicado às equipes de vigilância epidemiológica municipais. (Fonte: Agência Brasil)

Tags: Febre AmarelaHospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USPmédica Ho Yeh-Literapia de combate à febre amarela
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