O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) oficializou a inclusão do Caminho dos Veadeiros na Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas).
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e reconhece a trilha como um importante corredor que interliga áreas de relevância cultural e ambiental no Brasil, promovendo a conservação da biodiversidade e incentivando o turismo sustentável como fonte de renda.
Com um trajeto total de 1.120 km, o Caminho dos Veadeiros conta com duas rotas voltadas para ciclismo e uma destinada a caminhadas. O percurso abrange os municípios de Formosa, Planaltina, Água Fria de Goiás, São João d’Aliança, Alto Paraíso de Goiás, Colinas do Sul e Cavalcante.
Atrativo natural e turístico
A região é um destino popular para praticantes de trekking e cicloturismo, oferecendo aos visitantes a oportunidade de explorar áreas preservadas do Cerrado e observar a fauna local. Parte do trajeto integra o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural Mundial devido à sua importância na conservação de um dos ecossistemas tropicais mais antigos e diversos do planeta.

De acordo com Fabrício Amaral, presidente da Goiás Turismo, a inclusão fortalece a relevância do Caminho dos Veadeiros entre os principais roteiros de ecoturismo do país. “Isso possibilita novos investimentos e uma conexão com uma rede internacional de trilhas de longo curso”, destacou.
Processo de reconhecimento
Segundo Márcio Chapola Nascimento, presidente da Associação Caminho dos Veadeiros, o reconhecimento pelo MMA seguiu as diretrizes estabelecidas pelas Portarias Conjuntas MMA/MTUR/ICMBio n° 407/2018 e 500/2018. O processo exigiu a apresentação de uma série de informações técnicas, incluindo mapas detalhados, características dos trechos, relação de pontos de apoio e atrativos, além da identificação das Unidades de Conservação abrangidas e do papel da trilha na formação de corredores ecológicos.
Para Nascimento, a inclusão na RedeTrilhas representa o reconhecimento do trabalho coletivo de voluntários e gestores que se dedicam à implementação da trilha. “Um trabalho que não pretende apenas conectar um ponto a outro, mas conectar pessoas e paisagens, valorizar as belezas do Cerrado e trazer oportunidades de desenvolvimento sustentável às comunidades rurais abrangidas”, afirmou.