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Casa Geral

Nasa reacende polêmica secular e provoca indignação de brasileiros sobre a invenção do avião

João by João
22 de dezembro de 2025
in Geral
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Nasa reacende polêmica secular e provoca indignação de brasileiros sobre a invenção do avião

Os brasileiros defendem que Santos Dumont merece o reconhecimento como o verdadeiro inventor do avião. Foto : Jules Beau / Domínio público / CP

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Debate sobre o pioneirismo aeronáutico ganha as redes sociais após agência norte-americana creditar aos irmãos Wright o primeiro voo da história

Uma recente publicação do Escritório de História da NASA trouxe de volta à tona uma das discussões mais acaloradas da historiografia moderna. Ao exaltar Orville e Wilbur Wright como os grandes arquitetos da aviação na última quarta-feira (17), a agência espacial dos Estados Unidos foi alvo de uma enxurrada de críticas por parte de brasileiros. Para os usuários, a omissão do nome de Alberto Santos Dumont ignora critérios técnicos fundamentais que validariam o brasileiro como o verdadeiro inventor do aeroplano.

O polêmico uso da catapulta e a reação nas redes

As manifestações de descontentamento ocuparam os comentários da postagem oficial, utilizando-se majoritariamente de ironia para questionar a eficácia dos experimentos norte-americanos. O ponto central da contestação brasileira reside no fato de que o protótipo dos irmãos Wright necessitava de trilhos e um sistema de contrapesos para ganhar sustentação.

A crítica sobre a dependência de métodos externos de lançamento foi sintetizada em uma resposta que viralizou entre os internautas: “Com catapulta até uma vaca voa”. O comentário reflete a visão de que o voo autopropulsado é a característica essencial que separa um avião de um planador lançado artificialmente.

Divergências técnicas e critérios de validação

A disputa entre o legado de Santos Dumont e dos irmãos Wright já ultrapassa o centenário, sustentada por diferentes interpretações sobre o que constitui um voo bem-sucedido. Enquanto os Estados Unidos defendem a primazia de 1903, pesquisadores brasileiros e franceses destacam que o feito de 1906, em Paris, possui maior peso documental e técnico.

O voo do 14-bis foi realizado em uma exibição pública, diante de uma multidão e de uma comissão técnica do Aeroclube da França, sem o auxílio de qualquer mecanismo externo de decolagem. Em contrapartida, os registros atribuídos aos Wright naquele início de século careciam de testemunhas credenciadas ou demonstrações abertas ao público, ocorrendo em locais isolados. Para os entusiastas do pioneirismo brasileiro, a transparência e a autonomia da aeronave de Santos Dumont são os pilares que sustentam seu título histórico.

14-bis vs. Wright Flyer: Uma análise técnica do berço da aviação mundial

Entenda as divergências mecânicas e operacionais que sustentam a disputa histórica entre Brasil e Estados Unidos sobre o pioneirismo aéreo.

A controvérsia sobre quem de fato inventou o avião não é apenas uma questão de patriotismo, mas fundamenta-se em critérios técnicos de engenharia e certificação aeronáutica. De um lado, o Wright Flyer, dos irmãos Orville e Wilbur Wright; do outro, o 14-bis, de Alberto Santos Dumont. Embora ambos tenham sido marcos da engenharia no início do século XX, as soluções adotadas para propulsão e controle revelam filosofias de design distintas que alimentam o debate até os dias atuais.

A autonomia da decolagem e o papel da propulsão

A principal crítica técnica dirigida aos irmãos Wright reside no método de partida. O Wright Flyer utilizava um sistema de trilhos e, em diversas ocasiões, uma catapulta de contrapeso para atingir a velocidade necessária para a sustentação. Esse auxílio externo é o que motiva o sarcasmo de críticos brasileiros, como o comentário citado anteriormente: “Com catapulta até uma vaca voa”.

Em contrapartida, Santos Dumont projetou o 14-bis para ser uma aeronave totalmente autônoma. Equipado com um motor Antoinette de 50 cavalos e rodas de bicicleta, o aparelho brasileiro correu pela pista de Bagatelle, em Paris, e decolou por meios próprios. Para os defensores de Dumont, a capacidade de uma aeronave sair do solo utilizando apenas sua própria potência é o requisito essencial para a definição de um aeroplano moderno.

Controle de voo e estabilidade aerodinâmica

Se o 14-bis levava vantagem na decolagem, o Wright Flyer apresentava um sistema de controle de voo mais sofisticado para a época. Os irmãos norte-americanos desenvolveram a “torção das asas”, um precursor dos ailerons, que permitia que o piloto inclinasse a aeronave e fizesse curvas coordenadas. O Flyer era inerentemente instável, o que exigia habilidade constante do piloto, mas provou que o voo controlado era possível.

O 14-bis adotava a configuração canard (estabilizadores à frente), o que o tornava estável, mas dificultava manobras complexas. Santos Dumont, contudo, aprimorou o conceito de dirigibilidade em seus projetos subsequentes, como o Demoiselle, que se tornou um dos primeiros aviões produzidos em série e influenciou diretamente a aviação mundial pela sua simplicidade e eficiência.

O reconhecimento oficial e o impacto documental

Além das diferenças mecânicas, o peso das provas documentais desempenha um papel crucial. O feito de Santos Dumont, em 23 de outubro de 1906, foi o primeiro a ser oficialmente homologado por uma entidade internacional, o Aeroclube da França. A demonstração ocorreu diante de uma multidão e de especialistas, cumprindo critérios pré-estabelecidos de distância e altura.

Já os experimentos dos Wright em Kitty Hawk, em 1903, foram realizados de forma privada e sem a presença de uma comissão técnica independente, o que gerou ceticismo na Europa por anos. Embora a historiografia norte-americana tenha consolidado a data de 1903 como o marco inicial, a comunidade aeronáutica global reconhece que Dumont foi o primeiro a demonstrar publicamente que o homem poderia voar em um aparelho “mais pesado que o ar” sem depender das condições do vento ou de auxílios externos.

Tags: Aviaçãoirmãos wrightjornal com tecnologiaNASAsantos dumont
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