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Vizinhos querem expulsão de personal que agrediu síndico no DF

Câmera de segurança do condomínio registrou discussão e posterior agressão REPRODUÇÃO

Moradores promovem abaixo-assinado para pedir saída do prédio e punições por parte do Conselho Regional de Educação Física

 

Moradores do Condomínio Luna Park, onde o síndico Wahby Khalil foi agredido por outro morador, o personal trainer Henrique Campos, se articulam para que o vizinho seja expulso do prédio. Ele se apresentou à polícia nesta semana, mas a defesa dele afirmou que só vai se manifestar em juízo. Henrique não voltou ao residencial.

De acordo com o subsíndico, Marcos Laterza, uma assembleia extraordinária será convocada para quando Khalil retornar ao prédio, de modo que os moradores possam deliberar sobre o assunto. “Vai ser discutido isso, vai ser levado em assembleia.” A discussão deve ocorrer dentro de 10 a 15 dias, por conta da condição de Khalil. “Vai ter que falar muito”, frisou Laterza.

Ele ponderou que, mesmo que a assembleia se manifeste pela expulsão do morador, será necessária uma ação judicial para encaminhar a medida. Henrique não aparece no condomínio desde o dia da agressão.

Enquanto isso, Khalil se recupera na casa dos pais desde que recebeu alta, na terça-feira (22). Ele ficou seis dias internado em um hospital particular, onde passou por uma cirurgia para tratar dos ferimentos e teve um dente extraído. Ele diz que pretende retornar ao condomínio e reassumir a função de síndico.

“Neste primeiro momento, é prioridade a minha saúde, preciso buscar cuidar da minha parte emocional. Na verdade, não apenas minha, mas também da minha família”, frisou. Contudo, ele conta que ainda sente medo. Por isso, pediu ao advogado que protocolasse na Justiça um pedido de medida restritiva, para que o agressor não possa se aproximar dele.

Registro profissional

Síndicos, condôminos e moradores do residencial Luna Park promovem um abaixo-assinado para cobrar do Cref (Conselho Regional de Educação Física) a apuração e a aplicação de sanções ao personal trainer Henrique Paulo Sampaio Campos.

A presidente do Cref, Nicole Azevedo, diz que ainda não há nenhum processo de investigação relacionado a Henrique Campos. Um procedimento administrativo só seria aberto depois de o resultado da apuração pela Polícia Civil evidenciar que a agressão ocorreu no exercício da profissão.

“Caso contrário se trata de uma situação entre vizinhos, sem relação com o Conselho de Fiscalização da profissão”, afirmou Azevedo, que repudiou as agressões sofridas pelo síndico.

Se houver a abertura de um processo ético disciplinar que comprove a conduta do personal trainer, ele poderá ser punido com uma advertência ou mesmo ter o registro suspenso. “Quem vai definir a situação do profissional é a comissão de ética profissional, após a análise e julgamento do processo”, acrescentou Azevedo.

O caso

No último dia 17 de março, câmeras do circuito interno de segurança da academia do prédio flagraram uma discussão, e posterior agressão, no condomínio Luna Park, em Águas Claras. Após desentendimento sobre o saco de pancadas da academia do prédio, o professor de educação física Henrique Paulo Sampaio Campos deu um soco no rosto de Wahby Khalil.

De acordo com o advogado do síndico, Edson Alexandre, a briga começou após o síndico ter informado o treinador sobre reclamações de outros moradores a respeito do barulho que o equipamento esportivo fazia e sobre danos causados no teto do espaço.

O advogado informou que a vítima comunicou ao professor que precisaria retirar o saco de pancadas do local e que levaria a situação para a assembleia. “O morador, revoltado, agrediu o síndico e tentou agredir o funcionário do condomínio também, que só não foi agredido porque fugiu”, afirmou Alexandre.

 

 

Por Jéssica Moura, do R7

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