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Vacina BCG será testada contra covid-19 no Brasil a partir de outubro

Vacina BCG será testada contra a covid-19 no Brasil a partir de outubro (Foto: divulgação)

Disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), BCG é obrigatória no Brasil para recém-nascidos desde 1976. Caso seja comprovada a eficácia, será feito um novo pedido de registro à Anvisa

 

A vacina BCG, que previne formas graves de tuberculose, terá sua eficácia testada contra a covid-19 no Brasil a partir de outubro. Os testes de fase 3, a última etapa de testes em humanos, serão feitos em 3 mil profissionais de saúde do Rio de Janeiro e do Mato Grosso do Sul, com coordenação da  Fundação Oswaldo Cruz (Ficruz ). Austrália, Espanha e Reino Unido também fazem parte da pesquisa por meio da Universidade de Melbourne, com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina BCG é obrigatória no Brasil para recém-nascidos desde 1976. O Ministério da Saúde recomenda que ela seja aplicada o mais rápido possível, de preferência na maternidade, logo após o nascimento. Mas todas as crianças que ainda não completaram cinco anos de idade podem receber a dose única.

Segundo Margareth Dalcolmo, coordenadora da pesquisa no Rio de Janeiro, a vacina BCG não sofreu alteração para ser testada contra a covid-19. “Os voluntários receberão uma cepa da BCG dinamarquesa, portanto, não é igual a que está disponível no SUS, mas a vacina não sofreu nenhum tipo de mudança em sua composição”, conta.

De acordo com a Fiocruz, pesquisadores australianos se basearam em estudos já existentes que mostram que a vacina BCG é eficiente contra outras infecções respiratórias virais. “É importante ressaltar que ainda não temos a comprovação de que a BCG é eficaz contra a covid-19, nem por quanto tempo ela mantém o organismo imune contra outras doenças respiratórias. Por isso, as pessoas não devem tomar a vacina acreditando que possa evitar o novo coronavírus”, diz.

Os participantes serão acompanhados por até um ano. Nesse período, serão feitas “avaliações intermediárias recomendadas em estudos de longa duração”. Serão feitas ligações semanais para os voluntários, a fim de verificar se eles tiveram sintomas de covid-19. Resultados preliminares devem ser obtidos no primeiro trimestre de 2021, mas a conclusão definitiva só será divulgada daqui um ano

Caso seja comprovada a eficácia da vacina BCG para proteger contra a covid-19, será feito um novo pedido de registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para autorização de uso do imunizante com essa finalidade específica. O fato de a vacina já ser conhecida não acelera o processo de aprovação, pois ela era utilizada com outro objetivo, afirma a pesquisadora.

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