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Trindade recebe autorização do Estado para cooperação intermunicipal utilizando aterro

(Foto: Divulgação)

Cooperação intermunicipal foi proposta pelo prefeito Marden Júnior e pelo secretário do Meio Ambiente de Trindade, Roberto Badur

 

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) deu autorização, nesta terça-feira (15/03), para que o Aterro Sanitário Municipal de Trindade receba resíduos sólidos das cidades de Campestre de Goiás, Santa Bárbara, Avelinópolis e Goianira, que enviou de imediato seu primeiro caminhão de resíduos.

A cooperação intermunicipal foi proposta pelo prefeito Marden Júnior e pelo secretário do Meio Ambiente de Trindade, Roberto Badur. O modelo é considerado exemplar, entre outros fatores, porque se baseia em um aterro totalmente modernizado com investimentos de mais de R$ 2,5 milhões, com capacidade de receber e triar os resíduos para não comprometer sua vida útil, recebendo de cada município o recurso que auxiliará a cobrir o custo de operação da unidade.

O ato de entrega da autorização estadual, transmitido ao vivo pela página oficial da Prefeitura no Facebook, foi celebrado no aterro com a presença da titular da Semad, Andrea Vulcanis.  Há  uma semana ela conheceu os detalhes da proposta, apresentados por Marden Júnior e Carlos Alberto de Andrade, o Carlão da Fox, prefeito de Goianira e presidente da Associação Goiana dos Municípios (AGM). A secretária  aprovou os termos estabelecidos entre as cidades, considerando uma “iniciativa muito bem vinda, que serve de exemplo a outras cidades”.

Segundo ela, as limitações financeiras dos municípios menores podem tornar grandes municípios com aterros sanitários controlados e licenciados, apoiadores dos outros, como ocorre em Trindade. Caminhando pelo local, ela considerou o aterro ideal, correspondendo às medidas sanitárias, tais como a manta de impermeabilização na trincheira atual, as técnicas de manejo e a queima de gases.

A secretária foi recepcionada pelo prefeito, com as presenças de Roberto Badur; do prefeito de Goianira, Carlão da Fox; do prefeito de Santa Bárbara de Goiás, Job Martins; o prefeito de Avelinópolis, Adriano de Araújo; o secretário de Meio Ambiente de Campestre, Ronivon Coracini, que representou o prefeito, Fabiano Capuzzo; do presidente da Câmara Municipal de Trindade, Wesley Cabeção, além de vereadores das cinco cidades, secretários municipais e técnicos de Trindade.

Marden Júnior elogiou e agradeceu a agilidade da secretária em autorizar a proposta de cooperação entra as quatro cidades, agradecendo também os prefeitos e vereadores das cidades envolvidas que aprovaram leis próprias viabilizando a iniciativa. “Estamos no mesmo barco e estamos de mãos dadas”, frisou ele.

O prefeito de Goianira falou representando os demais prefeitos da aliança com Trindade e também os outros municípios goianos. “Este é um projeto modelo, um dos muitos que vão existir, um exemplo para a Região Metropolitana de Goiânia”, disse.

Ele lembrou que a maioria dos prefeitos herda a questão do lixo após décadas de negligência ou incapacidade econômica de resolver e agradeceu Marden Júnior e Andrea Vulcanis pelo despojamento e agilidade aplicados à cooperação formalizada entre as cinco cidades.

Job Martins, prefeito de Santa Bárbara, disse que o município já tinha recebido quase R$ 4 milhões de multas por não ter local apropriado para seus resíduos sólidos.

De outra cidade vizinha e também pequena, o secretário de Meio Ambiente de Campestre, Ronivon Coracini, desabafou dizendo que sua cidade “estava afogando em seu último respiro, sem condições de resolver sozinha a questão do lixo”.

Roberto Badur destaca que o ganho ambiental para a região se sobrepõe no momento, considerando que os resíduos “comprometerão menos o lençol freático, a bacia hidrográfica do Rio dos Bois, na região, e a própria microbacia do Arrozal, que abastece Trindade”, afirmou.

Ele também destacou que o volume de resíduos dos quatro municípios que será enviado ao aterro não chega a 50% do que é produzido por Trindade, e terá contrapartida financeira. Cada município pagará R$ 87,30 para cada tonelada trazida ao aterro de Trindade, recurso que será investido pela Semma para custear a operação da unidade.

Por fim, enfatizou que a instalação de uma usina de reciclagem será crucial para reduzir o volume de resíduos através da separação e reaproveitamento. Este processo vai envolver a colocação de uma esteira e a presença de associações de catadores em área preparada no aterro para o trabalho de separação.

O prefeito de Trindade entregou às autoridades uma placa alusiva ao momento atual: “A união de esforços para a criação de um centro de geração de energia e manejo de resíduos sólidos com o total aproveitamento de rejeitos, estabelecendo um novo patamar de proteção ambiental, projeto de atende a melhoria da qualidade de vida de um meio ambiente sustentável para Trindade e municípios conveniados”.

Dados técnicos do aterro

Ocupando uma área de 45 hectares, o Aterro Sanitário Municipal de Trindade tem capacidade útil estimada em 25 anos se forem aplicadas as técnicas de manejo implícitas no projeto de reestruturação. O depósito é dividido em trincheiras.

A trincheira 1 está com sua capacidade esgotada. A trincheira 2, recém-aberta, vai ser manejada para passar da média de 4 anos de vida útil para a de 8 anos. Ela receberá somente lixo doméstico.

Foi colocada uma manta de impermeabilização na trincheira 2 e na lagoa 2, com a colocação de sistema de drenagem pluvial, de percolado e gases do aterro sanitário.

A impermeabilização evita a contaminação do ambiente e das águas subterrâneas pelo chorume resultante da decomposição dos resíduos orgânicos. Apenas essa trincheira tem 110 metros de cumprimento por 100 metros de largura (1 hectare).

Uma trincheira 3 está sendo escavada e ela será destinada aos chamados materiais inertes, como os entulhos de construção, por exemplo. Para dar ainda mais racionalidade, será implantado um sistema de trituração dos resíduos.

O projeto do aterro envolve também uma usina de reciclagem do lixo coletado (favorecendo catadores), além de trituradores para moagem de material de construção e para moagem de galhos de árvore, todos resíduos reaproveitáveis.

Por fim, com foco em captação de créditos de carbono, também terá uma miniusina fotovoltaica para gerar 5mw utilizando a área da trincheira 1 para abrigar as placas solares.

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