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Tribunal de Nova York aprova plano de reorganização da Latam

Airbus A319 da Latam Airlines decola do aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP) - AEROIN

Aérea prevê saída do processo de recuperação judicial no segundo semestre deste ano

A companhia área Latam informou neste sábado (18) que o Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York nos Estados Unidos aprovou o seu plano de reorganização, em mais um capítulo para que a empresa consiga deixar o processo de recuperação judicial, solicitado em maio de 2022.

No último dia 11, a empresa já havia anunciado ter conseguido financiamento para sair da recuperação judicial –o Capítulo 11, ou “Chapter 11”, em inglês, como é chamado esse processo nos Estados Unidos. O acordo, fechado com um consórcio de bancos (J.P. Morgan, Goldman Sachs, Barclays, BNP Paribas e Natixis), envolve US$ 2,25 bilhões em emissão de dívida e US$ 500 milhões em uma nova linha de crédito rotativo.

Mas ainda era preciso que o tribunal americano aprovasse o acordo, o que aconteceu neste sábado. Com isso, a saída da empresa do processo de recuperação judicial está prevista para o segundo semestre deste ano.

“Apoiado por quase todos os credores da Latam, o plano é resultado de meses de negociações entre as principais partes interessadas, o que incluiu um extenso período de mediação”, informou a empresa em comunicado, destacando que o plano atende aos requisitos legais dos Estados Unidos e do Chile e vai garantir a sua sustentabilidade no longo prazo.

O próximo passo é conquistar a aprovação dos acionistas, na próxima assembleia extraordinária, da nova estrutura de capital contemplada no plano.

A empresa também deve fazer o registro de ações e títulos mobiliários junto à Comissão do Mercado Financeiro do Chile (CMF) e a implementação dos respectivos períodos de direito de preferência para a oferta das ações e títulos conversíveis aos atuais acionistas da Latam.

“Uma vez tornado efetivo, o Plano da Latam injetará aproximadamente US$ 8 bilhões por meio de uma combinação de aumento de capital, emissão de títulos conversíveis e novas dívidas. Isso inclui o financiamento de US$ 5,4 bilhões garantido pelos principais acionistas (Delta Air Lines, Qatar Airways e Grupo Cueto) e pelos principais credores da Latam (ou seja, os credores representados pelo grupo Ad Hoc de Credores da Latam Parent e certos detentores de títulos locais)”, diz o comunicado.

A recuperação judicial da Latam envolve as suas afiliadas no Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Estados Unidos.

“Estamos muito satisfeitos com a confirmação de nosso plano de reestruturação pelo juiz. Este é um passo muito importante no processo de saída do Capítulo 11 e continuaremos trabalhando intensamente para concluir as etapas restantes nos próximos meses”, disse o CEO do grupo, Roberto Alvo, em nota.

 

DANIELE MADUREIRA / FOLHAPRESS

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