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Torquato Ramos Caiado (n. 17/04/1848 – f. 31/05/1906).

Torquato Ramos Caiado

Natural da Cidade de Goiás, era autodidata, fazendeiro e político.

 

*Por Nilson  Jaime

 

Filiado ao Partido Republicano de Goiás (1890)/ Centro Republicano, foi um dos responsáveis pela cisão do Centro Republicano (1897), que recrudesceu a oposição aos Bulhões, capitaneada pelo desembargador Gonzaga Jayme, desde 1894.

Torquato, que fora tesoureiro-geral da Fazenda (1886), filiou-se ao Partido Republicano Federal (1904), tornando-se senador estadual na 5a. legislatura (1905-1908), que não concluiria, devido ao seu falecimento em 31/05/1906.

Sobre ele escreveu a historiadora Lena Castello Branco:

“Torquato, filho mais velho de Caiado [Antônio José Caiado], amigo fraterno de Antônio Félix de Bulhões [cognominado “O Castro Alves de Goiás”], era abolicionista fervoroso. Alforriou todos os seus escravos e fez proselitismo junto a parentes e amigos para que lhe seguissem o exemplo”.

E continua a professora aposentada da Universidade Federal de Goiás:

“[Torquato] juntamente com o poeta, foi um dos fundadores do Centro Libertador de Escravos e contribuiu generosamente para o fundo de emancipação então instituído. Apoiou a criação de sociedades emancipadoras que se formaram em diferentes locais da província. A atuação destas, a par da iniciativa de particulares, que, de ‘motu proprio’, libertaram seus cativos, fez com que, em 13 de maio de 1888, fosse reduzido o número de Escravos em Goiás” (In: “Poder e Paixão: a saga dos Caiado”, vol. 1, p. 97.).

Torquato Ramos Caiado foi o genearca de três gerações de políticos, dentre eles os senadores Antônio Ramos Caiado (“Totó”) e Emival Caiado, filho e neto, respectivamente; os governadores Brasil Ramos Caiado (seu filho) Leonino Di Ramos Caiado (neto) e Ronaldo Caiado (bisneto); e diversos deputados federais, deputados estaduais e senadores estaduais, desde 1912

 

*Nilson Jaime, escritor, é mestre e doutor em Agronomia, vice-presidente do Instituto Bernardo Élis Para os povos do Cerrado (ICEBE), presidente da Academia Palmeirense de Letras, Artes, Música e Ciências (Aplamc) e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG) e das academias de Letras (AGnL) e Pirenopolina de Letras e Artes (Aplam).

 

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