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SEIS POR MEIA DÚZIA ?

Foto Reprodução

Por Jeverson Missias de Oliveira *

São alarmantes os números diários de morte pela covid. É angustiante ver diariamente os índices de ocupação de leitos hospitalares próximos do estrangulamento total.

São inúmeros os casos de hospitais Brasil a fora que fecharam suas unidades de pronto atendimento, por absoluta falta de condições operacionais.

Estamos mesmo vivendo uma situação gravíssima e crítica, talvez o maior colapso sanitário e hospitalar na história do Brasil.

O que aconteceu?

São muitas as perguntas.

– Negligência ?- Inaptidão ? – Teimosia ? – Negacionismo ?

Para alguns destes questionamentos, existem respostas. Mas elas não alteram o quadro tenebroso vivido nos dias de hoje. Ou seja, as respostas apresentadas até o momento não nos satisfazem.

Temos um país que está fechando o primeiro trimestre fiscal, funcionando por medidas provisórias e ações emergenciais.

Você sabia que até os dias de hoje o Congresso Nacional não aprovou o Orçamento Geral da União para 2021?

O governo federal não apresentou, nesse um ano de sofrimento, um plano estratégico de enfrentamento e combate à pandemia.

Aumenta-se os números de casos e o pensamento é apenas aumentar leitos.

Esquecem que a disponibilidade de corpo técnico hospitalar é finita.

O dia a dia nos mostra que aumentos de leitos de uti não reduzem mortes por acidentes de trânsito. O que minimiza são leis.

Em caso de pandemias, só o isolamento social poderá mitigar dados estatísticos.

Caso contrário nos parece que continuaremos como cães, correndo atrás do rabo.

O que esperar do novo ministro da saúde de Jair Bolsonaro?

Marcelo Queiroga, oficiosamente defende uso de máscaras e união. Mas oficialmente evita apoiar medidas adotadas pelos estados para evitar o colapso.

Já disse que a política de saúde quem faz é o presidente. Como este, é contrário a medidas de isolamento social, pouco se espera além do confronto diário com governadores que adotam medidas restritivas.

Fica claro então que não teremos novas medidas. Ficaremos no arroz com feijão servidos pelo governo Bolsonaro desde o surgimento dos primeiros casos de coronavírus.

Ou seja: sai Pazuello, entra Queiroga… E o time continua sem plano tático.

Seria o mesmo que trocar seis, por meia dúzia?

Parece que só nos resta esperança.

Então não se esqueça: Se puder, fique em casa.

* Jeverson Missias de Oliveira é Economista, Bacharel em Direito com Especialização em Ciências Políticas e Administração Pública, Radialista e Jornalista.

 

 

 

 

 

 

 

 

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