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Saiba quem são os cotados para assumir o cargo de ministro da Saúde

Com o pedido de demissão de Nelson Teich nesta 6ª feira (15.mai.2020), o presidente Jair Bolsonaro precisa escolher seu 3º ministro da Saúde desde o início do governo. Até o momento, nenhum dos nomeados endossou a atitude de Bolsonaro no combate à pandemia.

O presidente defende o isolamento social apenas para idosos e doentes crônicos, bem como a retomada de atividades econômicas. Também quer o uso da cloroquina no tratamento da covid-19 para pacientes do grupo de risco, independente da gravidade dos sintomas.

Poder360 lista os nomes mais cotados para assumir o cargo:

Nise Yamaguchi

© Reprodução/Wikipedia

Bolsonaro recebeu a oncologista e imunologista do Hospital Albert Einstein na manhã desta 6ª, pouco antes/depois de Teich comunicar seu pedido de demissão ao presidente. A médica defende abertamente o uso controlado da hidroxicloroquina no tratamento da doença.

É 1 ponto em comum com o presidente. Bolsonaro insiste no uso da medicação, apesar da falta de respaldo científico quanto a eficácia e a segurança da substância.

O 1º ministro da pasta no governo Bolsonaro, Henrique Mandetta, alertou que a cloroquina pode levar a taquicardia e outros efeitos colaterais.

Eduardo Pazuello

© Sérgio Lima/Poder360

O general de divisão foi nomeado secretário-executivo de Teich por indicação de Bolsonaro. A influência dos militares na pasta também influenciou a saída do agora ex-ministro.

Prefeitos preferiam tratar de assuntos da saúde diretamente com o general. Com a saída de Teich, ele assumiu como ministro interino.

Dentre os elegíveis chefiar a pasta, Pazuello é o candidato mais próximo a Bolsonaro. Não é médico.

Luiz Froes

© Reprodução/Marinha

O 2º militar da lista tem formação técnica. O vice-almirante é diretor de Saúde da Marinha.

Froes é médico com MBA em gestão da saúde pelo Coppead-UFRJ. Foi diretor-médico do Hospital das Forças Armadas em Brasília, onde Bolsonaro realizou os testes para covid-19.

Osmar Terra

© Sérgio Lima/Poder360

O deputado federal pelo MDB do Rio Grande do Sul foi ministro da Cidadania de Bolsonaro. Posiciona-se fortemente contra o isolamento social e chegou a dizer que o número de mortos não passaria de 950.

Terra já era cotado para o cargo quando o antecessor de Teich, Nelson Mandetta, foi demitido.

Do PODER 360

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