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Rússia e Ucrânia falam em acordo ‘nos próximos dias’ apesar de ataque às portas da Otan

Estados Unidos afirmam ver ‘sinais de negociações sérias e reais’ por um cessar-fogo

 

No mesmo dia em que forças russas atacaram alvos na Ucrânia próximos à fronteira com a Polônia, indicando uma escalada de tensões na guerra no Leste Europeu, Moscou e Kiev deram os sinais mais otimistas até aqui, dizendo que as negociações podem levar a um acordo “nos próximos dias”.

A primeira manifestação do lado ucraniano veio de Mikhailo Podoliako, que participa das negociações com o país vizinho e é conselheiro do presidente Volodimir Zelenski. Ele afirmou neste domingo (13) que a Ucrânia não pretende recuar, mas disse que os diálogos têm avançado.

“Não vamos ceder em princípio em nenhuma posição, a Rússia agora entende isso. [Mas] a Rússia já está começando a falar de forma construtiva”, afirmou em vídeo publicado em redes sociais. “Acho que alcançaremos alguns resultados literalmente em questão de dias”, disse ele. “Nossas demandas são o fim da guerra e a retirada das tropas. Vejo um entendimento e há um diálogo”, escreveu ele na sequência.

Do lado russo, a agência de notícias RIA citou o negociador Leonid Slutski, para quem os diálogos fizeram progressos substanciais. “Segundo as minhas expectativas, esse progresso pode crescer nos próximos dias em uma posição conjunta de ambas as delegações, em documentos para assinatura”, disse Slutski.

Nenhum dos lados, porém, indicou qual poderia ser o escopo de um acordo. Os comentários foram emitidos quase ao mesmo tempo, no 18º dia da guerra, iniciada em 24 de fevereiro.

Também neste domingo, os EUA corroboraram a impressão de que a Rússia quer negociar. Em entrevista à Fox News, a vice-secretária de Estado, Wendy Sherman, afirmou que Washington tem feito forte pressão sobre Moscou e que “essa pressão está começando a surtir algum efeito”.

“Estamos vendo alguns sinais de negociações sérias e reais”, afirmou ela, sem deixar de fazer a ressalva de que “até agora parece que Vladimir Putin tem a intenção de destruir a Ucrânia”. Milhares de pessoas foram mortas, segundo o governo ucraniano, e mais de 2,5 milhões já deixaram o país. A Ucrânia disse que está disposta a negociar, mas não a se render ou a aceitar qualquer ultimato.

Ucrânia e Rússia já fizeram três rodadas de negociação na Belarus, ditadura aliada a Putin, concentradas em questões humanitárias e na abertura de corredores para a saída de civis do país.

O presidente russo disse na sexta-feira (11) ter havido algumas “mudanças positivas” nas negociações, mas não ofereceu mais detalhes. No sábado, o Kremlin afirmou que as discussões entre autoridades russas e ucranianas continuaram “em formato de vídeo” depois dos encontros presenciais na Belarus.

Na quinta (10), os chanceleres Serguei Lavrov e Dmitro Kuleba também se encontraram na Turquia, no encontro de maior nível diplomático até aqui, mas não anunciaram avanços para encerrar o conflito.

Um porta-voz do Kremlin disse na segunda (7) que a Rússia está pronta para interromper as operações militares rapidamente se Kiev cumprir uma lista de condições, como o reconhecimento da Crimeia como território russo e das repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk como estados independentes.

Em entrevista ao canal americano ABC na semana passada, o presidente Zelenski, por sua vez, afirmou ser possível “discutir e encontrar um compromisso sobre como esses territórios continuarão a viver”, acrescentando: “Não estamos prontos para a capitulação [rendição]”.

Na mesma entrevista, ele diz reconsiderar o ingresso do país à Otan, um dos gatilhos para a guerra, depois de perceber que a aliança não está preparada para aceitar a Ucrânia por medo de questões controversas.

Por Folhapress

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