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Porque lugar de mulher é em cargos de liderança!

*Por Marcelo Nóbrega
Por que falar de mulher no trabalho? Há vários motivos, mas destaco três: é moralmente correto; o ambiente de trabalho se torna mais criativo; e, dá lucro. Isso mesmo! Estudos realizados por consultorias em gestão empresarial e, inclusive, pelo GreatPlacetoWork (GPTW) mostram que empresas com público feminino no seu time de liderança alcançam resultados financeiros até 50% superiores.
Essa realidade, no entanto, não é tão real assim. Apesar de serem a maioria da população economicamente ativa brasileira (52%) e também com formação superior (60%), somente 14% dos cargos executivos no Brasil são ocupados por elas.E não é por falta de ambição, como também mostram os estudos a respeito. Características corporativas comuns a algumas empresas dificultam a escalada feminina: tendem a valorizar o modo masculino de gerenciar; as mulheres preferem um estilo de vida mais equilibrado; e líderes do sexo masculino tendem a promover profissionais que tenham um estilo parecido com o deles.
A Arcos Dourados, empresa que administra a marca McDonald’s no Brasil, por exemplo é uma companhia antenada com essa realidade, com mais de 50%do quadro de funcionários dos seus restaurantes em todo o Brasil formado por mulheres. E mais, nessas unidades, elas respondem por 50% dos cargos de gerência –a posição de maior responsabilidade no restaurante e que entre outras atividades, é responsável pelo resultado de um negócio que fatura milhões de reais por ano.
E não para por aí. Na empresa, a diversidade se aplica além da questão de gênero, passando pela oportunidade de abrir as portas para quem procura o primeiro emprego a todos. Afinal, o que importa é o trabalho bem realizado.
Seguir o bom exemplo da Arcos Dourados é relativamente fácil. Felizmente, há medidas que podem ser rapidamente implementadas para virar esse jogo: comprometimento da liderança com o tema diversidade de gênero; os processos de seleção e promoção devem sempre conter um candidato do sexo feminino; políticas flexíveis, que visem o maior equilíbrio entre vida pessoal e trabalho devem beneficiar ambos os sexos.
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*Marcelo Nóbrega é diretor de Recursos Humanos da Arcos Dourados, empresa que administra a marca McDonald’s no Brasil
 

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