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Polícia investiga se houve crime de estupro de vulnerável durante show em Goiânia

Foto: Reprodução/Instagram

Após uma mulher denunciar que teria sido estuprada durante o show da Dupla Henrique & Juliano,  em um  vídeo de sexo em que ela aparece, em que diz não se lembrar de nada,  a titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia, Ana Scarpelli,  esclarece o que é considerado estupro de vulnerável. Ela deu orientações sobre quando fazer uma denúncia e a importância de procurar a polícia.

A principal orientação da delegada é para que se procure a Polícia Civil e denuncie a suspeitas de estupro o quanto antes, mesmo que a vítima não se lembre exatamente do ocorrido mas sentir que se envolveu em ato sexual sem consentimento, deve procurar os policiais assim que possível.

“Se ela não se lembra, ela deve procurar a polícia imediatamente. Se teve um apagão e pressente que algo está errado, é importante denunciar, porque a polícia vai procurar provas, testemunhas, exames médicos e apurar se ela foi vítima de algum crime”, detalhou.

A delegada ressalta que os direitos sobre o próprio corpo que cada pessoa tem não deixam de existir se a pessoa estiver fora de si. E ainda lembra que essa é a premissa para caracterizar um estupro de vulnerável. Entre outras definições, este tipo de crime envolve vítimas que não têm condições de consentir com o ato sexual.

“É importante a gente frisar que estar inconsciente e alterada não dá o direito a ninguém de se aproveitar dessa situação. Às vezes a pessoa bebeu voluntariamente, se não foi dopada, por exemplo, mas ela continua tendo seus direitos preservados e garantidos. O consentimento é a primeira coisa analisada para que haja ou não a prática sexual”, afirma”[O estupro de vulnerável acontece, entre outras situações, quando] a pessoa se embriaga e é submetida sem poder resistir ou opinar. Acontece também quando a pessoa é dopada – o autor mal-intencionado dopa a pessoa, coloca algo na bebida – e ela não tem condição de oferecer resistência. Isso é uma situação de estupro de vulnerável”, completa.

A delegada explicou ainda sobre a importância da agilidade em denunciar o fato para a saúde da pessoa que pode ter sido vítima do abuso.

“É importante noticiar o fato imediatamente porque há providências além da investigação que podemos e devemos tomar, como o encaminhamento da vítima ao hospital para ser submetida a um coquetel de medicação para prevenção de DSTs, a gente encaminha para o IML [Instituto Médico Legal] para um laudo”, explicou.

A Polícia Civil também oferece atendimento psicológico às vítimas, que podem ser atendidas pelos profissionais da área antes mesmo de fazerem a denúncia, porque muitas ficam extremamente abaladas e têm dificuldade de expor o caso.

Outra orientação da delegada é de que as pessoas que virem algum caso de abuso, mesmo que não sejam as vítimas, denunciem por meio do 197.

“As vezes, se você presenciar uma cena em que percebe uma pessoa em situação de vulnerabilidade, sem condições de consentir, denuncie porque já chega para a gente e a gente verifica. Que a sociedade participe também, não naturalize esse tipo de caso”, concluiu.
Da Redação do Click News, 
Com g1 GO
Mariana
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