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Polícia Civil investiga morte de homem atropelado pelo vice-prefeito de Alexânia

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A Policía Civil ainda investiga o caso de Everton da Silva Lima, de 34 anos, que morreu após ser atropelado pelo vice-prefeito de Alexânia, Matheus Ramos (PSDB). A irmã de Everton  diz que a causa da morte ainda não está esclarecida. Os principais envolvidos no acidente já foram ouvidos, desde o político até a equipe que prestou socorro. No laudo médico, porém, consta uma crise de epilepsia como causa da morte, segundo a delegada que investiga o caso, Silzane Bicalho.

Em nota, o coordenador-geral do Samu de Alexânia, João Paulo Machado, disse que a técnica de enfermagem que estava de plantão no dia do atropelamento prestou esclarecimentos à delegada, mas não divulgou o teor do depoimento. Disse ainda que tanto a coordenação do Samu quanto a Secretaria Municipal de Saúde estão a disposição para os esclarecimentos que forem necessários.

De acordo com a delegada Silzane Bicalho, o médico que declarou a morte de Everton Lima contou que em nenhum momento foi avisado pelo Samu que o homem tinha sido vítima de atropelamento.

“Segundo o médico, a vítima chegou com parada cardiorrespiratória e que o socorrista do Samu disse que o chamado foi para atender ocorrência de uma pessoa desmaiada com crise de epilepsia, e em nenhum momento foi informado no hospital que houve atropelamento”, explicou a delegada.

As imagens de segurança mostram Everton Lima caminhando no meio da rua. Ele para e começa a cambalear. Depois de poucos segundos, ele cai e fica deitado no meio de um cruzamento. O carro do vice-prefeito aparece nas imagens fazendo uma curva e passa por cima da vítima.

O vice-prefeito que atropelou o homem conta que ficou no local, avisou o Samu e entendeu que não era necessário chamar a polícia.

“Em nenhum momento eu me preocupei em chamar a polícia. A minha preocupação principal era socorrê-lo, por isso liguei para o Samu. Primeiro porque eu não havia feito nada de errado e nem ele. Tanto é que fiquei no local até quase 23h junto com os familiares”, ponderou o vice-prefeito.

A delegada diz que gravações comprovam que o político citou o atropelamento durante o chamado. A polícia trabalha com a hipótese de três crimes: obstrução de Justiça, prevaricação, que é quando o agente público age por interesse pessoal, e homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Por Redação do Click News
Mariana
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