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Pirenópolis pode receber o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade

(Foto: Divulgação/Prefeitura de Pirenópolis)

Prefeitura da cidade iniciou as tratativas para que ela seja reconhecida pela Organização das Nações Unidas

 

A cidade de Pirenópolis, a 122 km de Goiânia, agora quer se tornar referência mundial e está preparando para pedir o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade. O município, fundado em 1727, é conhecido pela arquitetura dos seus casarões, as ruas de pedra, além das várias cachoeiras. “Nós estamos na fase que chamamos de pré-campanha. Levantamos esse desejo da cidade em receber o título e estamos fazendo todas as articulações. Iniciamos o diálogo com o Iphan e tivemos uma sinalização positiva”, explica o secretário Municipal de Turismo, Ronaldo Félix.

A nova investida ocorre 32 anos após Pirenópolis ter sido tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), pelo conjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico. O reconhecimento nacional data de 10 de janeiro de 1990.

Um dos primeiros municípios do Estado, o antigo povoado de Meia Ponte hoje é carinhosamente chamado de Pirí. Um território que guarda diversos casarões e igrejas do século XVIII e encanta moradores e visitantes. São edificações como a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, construída entre 1728 á 1732, um dos principais cartões postais da cidade. Outros destaques são as igrejas de Nossa Senhora do Carmo (1750-1754) e Nosso Senhor do Bonfim (1750-1754).

Muito além dos prédios religiosos, a cidade conta uma beleza arquitetônica diversificada, que mescla estilos. O Teatro de Pirenópolis é de estilo híbrido, entre o colonial e o neoclássico (1899). Outro exemplar é Cine Teatro Pireneus, em estilo art-déco (1919).

Piríé famosa por suas belezas naturais. No município estão a Serra dos Pirineus, um dos pontos mais altos de Goiás, e dezenas de cachoeiras. Também é palco de festas e tradições, tendo as Cavalhadas de Pirenópolis como principal manifestação cultural.

Toda essa riqueza deverá constar em um dossiê que está em fase de elaboração pela prefeitura. “Estamos nos preparando para apresentar um inventário ao Iphan, para que o instituto avalie e faça esse pedido a Unesco. Só então, de fato, começa a candidatura”, diz Félix.

Além do reconhecimento em si, o título poderia dar à cidade outros benefícios. “Existem diversas políticas públicas direcionadas às cidades que são patrimônio mundial. Uma vez que Pirenópolis consiga esse reconhecimento, vai participar de um contexto muito benéfico, com um trabalho ainda maior de preservação do patrimônio histórico e imaterial”, avalia o secretário.

O superintendente do Iphan-GO, Allyson Cabral, destacou a importância da iniciativa. “O que torna o conceito de Patrimônio Mundial excepcional é a sua aplicação universal, os locais com esse título pertencem a todos os povos do mundo”, diz. No entanto, ele pontua que um bem cultural, para chegar a ser reconhecimento como patrimônio da humanidade, passa por uma série de critérios.

“O Iphan tem grande interesse neste título internacional para o município e está à disposição da Prefeitura de Pirenópolis, como também vai participar diretamente com as orientações técnicas necessárias para o pleito e conquista deste importante título para a cidade e para os pirenopolinos”, afirmou Cabral.

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