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PF e MPF investigam se empresários que foram vacinados ilegalmente em Minas Gerais

Empresários e políticos de Minas Gerais "furaram a fila" e tomaram a primeira dose da vacina do laboratório Pfizer na última terça-feira (23), em Belo Horizonte, segundo informações reveladas pela revista Piauí (Foto: Divulgação)

Empresários e políticos de Minas Gerais “furaram a fila” e tomaram a primeira dose da vacina do laboratório Pfizer na última terça-feira (23), em Belo Horizonte, segundo informações reveladas pela revista Piauí

 

A informação sobre a vacinação dos empresários foi publicada na edição on-line da revista Piauí. De acordo com a reportagem, um grupo de políticos e empresários, a maioria ligada ao setor de transporte de Minas Gerais, e seus familiares, teriam tomado a primeira das duas doses da vacina contra Covid. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal irão investigar se empresários do ramo do transporte foram vacinados ilegalmente contra a Covid em Minas Gerais.

A reportagem diz que eles teriam comprado o imunizante por iniciativa própria cometendo duas irregularidades: fazendo a aquisição e vacinação antes que os 77 milhões de brasileiros dos grupos prioritários tenham sido vacinados, e sem a doação de metade das vacinas adquiridas ao SUS, como prevê a lei. Ainda segundo a reportagem, cada vacina custou R$ 600 e a segunda dose está prevista para ser aplicada nas cerca de 50 pessoas daqui a 30 dias. A revista afirma ainda que a vacina aplicada seria da Pfizer. A Pfizer negou a venda de vacinas fora do Programa Nacional de Imunização (PNI).

Entre os vacinados, segundo a Piauí, estaria o ex-senador e ex-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade. Ao G1, ele disse que desconhece o assunto e que está em quarentena, no Sul de Minas, há dois meses.

À revista Piauí, Andrade afirmou: “Estou com 69 anos, minha vacinação [pelo SUS] seria na semana que vem, eu nem precisava, mas tomei. Fui convidado, foi gratuito para mim”. Questionado pela TV Globo, o ex-senador não confirmou a declaração.

E, de acordo com a Piauí, os organizadores da vacinação foram os donos da viação Saritur. Um deles, Rubens Lessa, é presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano. Por mensagem ao G1, ele se limitou a dizer: “Tenho conhecimento deste assunto”. Segundo a publicação, outro vacinado seria o deputado estadual Alencar da Silveira Júnior (PDT). Ele negou que tenha participado.

Denúncia sobre práticas ilegais na vacinação

Os Ministérios Públicos Federal e dos estados possuem canais para que o cidadão possa denunciar irregularidades no processo de vacinação contra a covid-19.

Qualquer pessoa que tenha identificado desvio de vacinas, tentativas de “furar filas” e outras movimentações suspeitas pode acionar os órgãos, pelas páginas do MPF ou Ouvidoria do MPF. Outra opção é baixar o aplicativo “MPF Serviços”, também do MPF.

Para efetuar as denúncias, é importante levantar informações como dia, local, nomes, possíveis responsáveis e provas da prática ilegal, como fotos, vídeos, prints de imagens na internet, gravações de áudio e mensagens que ajudem na investigação.

Os órgãos ressaltam que a prioridade neste momento, em que o Brasil não tem doses suficientes para todos, deve ser dada aos profissionais de saúde, idosos, transplantados de órgãos e trabalhadores com comorbidades ou doenças crônicas. A aplicação de vacina em quem não se enquadra nesses critérios é crime.

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