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Petrópolis soma 1.117 desabrigados quinze dias após temporal

(Foto: Clauber Cleber Caetano/PR)

Prefeitura anuncia terreno para construção de casas aos atingidos pelas chuvas

Após a tragédia provocada pelas fortes chuvas em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, a prefeitura realizou o mapeamento de todos os desabrigados, incluindo as pessoas que estão em pontos mantidos por voluntários dentro de comunidades. Segundo o levantamento, o município soma 1.117 pessoas fora de suas casas, em 34 espaços, 955 delas em escolas municipais e estaduais e 162 em igrejas e Organizações não Governamentais (ONGs).

A prefeitura de Petrópolis informou que, os desabrigados recebem alimentação, itens de higiene, além de atendimentos de saúde, psicologia e assistência social. Todas as famílias terão acesso ao aluguel social de R$ 1 mil. A Defesa Civil já recebeu 3.673 chamados desde as chuvas do dia 15 de fevereiro, 2.834 deles de deslizamentos. Cerca de 50 profissionais atuam nos atendimentos e têm cerca de 2 mil vistorias em andamento.

Nessa terça-feira (1), o prefeito Rubens Bomtempo anunciou a disponibilização de um terreno de 14 mil metros quadrados ao governo do estado para a construção de 300 moradias destinadas aos atingidos pelas chuvas.

Buscas continuam

O temporal provocou pelo menos 231 mortes e cinco pessoas seguem desaparecidas. Os números divulgados na noite dessa terça-feira (1) ainda não incluem o corpo de Gisele Reis Bittencout, de 40 anos, retirado dos escombros da Chácara Flora nessa terça-feira.

O filho dela, Sidney Andrade, de 17 anos, é uma das pessoas que ainda continuam na angústia por informações sobre parentes desaparecidos. Além de perder os pais e os avós, ele aguarda o resultado das buscas pelo corpo do irmão.

Sem a família, ele tenta se emancipar para cuidar de outro irmão, de sete anos. “Vou fazer o pedido da guarda. Sempre cuidei dele, sempre olhei ele aqui e vou continuar cuidando”, disse o jovem.

A operação de resgate, que chegou a se espalhar por mais de cem pontos da cidade, concentra-se na Chácara Flora e ao longo do Rio Quitandinha. O trabalho continua mesmo durante a noite, na procura pelos desaparecidos.

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