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Pessoas imunizadas em vacinação clandestina não possuem anticorpos contra o coronavírus, diz PF

De acordo com a Polícia Federal, os depoimentos colhidos até agora apontam que duas mil pessoas podem ter recebido doses do falso imunizante contra a Covid (Foto: Divulgação)

De acordo com a Polícia Federal, os depoimentos colhidos até agora apontam que duas mil pessoas podem ter recebido doses do falso imunizante contra a Covid

 

A Polícia Federal ouviu nesta quarta (7), sem revelar nomes, mais duas pessoas que tomaram o suposto imunizante contra a Covid aplicado pela cuidadora de idosos que se passava por enfermeira. Cláudia Pinheiro, o filho dela, Igor Torres, e o genro, Júnior Guimarães foram indiciados por associação criminosa e falsificação. A polícia pretende ouvir 60 pessoas até sexta-feira (9).

De acordo com a Polícia Federal, as pessoas ouvidas apresentaram exames laboratoriais para detecção de anticorpos contra o coronavírus. O resultado dos exames é negativo, o que indica que essas pessoas não foram imunizadas contra Covid. A principal hipótese da polícia é de que houve golpe.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, os depoimentos colhidos até agora apontam que duas mil pessoas podem ter recebido doses do falso imunizante contra a Covid. Cláudia Pinheiro saiu da prisão no sábado (3) e responde ao inquérito em liberdade.

O advogado de Cláudia Pinheiro, do filho e do genro dela disse que só vai se manifestar depois de ter acesso a todo o conteúdo da investigação. Eles são suspeitos de associação criminosa e de “falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais”. A pena pode chegar a 15 anos de prisão.

Histórico de golpes

Segundo a Polícia Federal, as doses foram aplicadas pela falsa enfermeira Cláudia Pinheiro. Apesar de se apresentar como profissional de saúde, ela nunca teve registro no Conselho de Enfermagem. “Ela sempre falava que era enfermeira, que era instrumentador, mas nunca mostrou para a gente uma carteirinha”, disse uma mulher ex-colega de trabalho de Cláudia.

Ainda de acordo com a mulher, que trabalhava como cuidadora de idosos com Cláudia, não era de hoje que a falsa enfermeira aplicava golpes. Segundo os relatos, ela pedia dinheiro emprestado e, ao ser cobrada, inventava desculpas para não pagar o valor.

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