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Papa Francisco demite padre de Limeira acusado de atentado ao pudor contra ex-coroinhas em SP

O padre Pedro Leandro Ricardo, de Americana (SP), suspenso de suas funções na Diocese de Limeira por tempo indeterminado. Foto reprodução Foto: Agência O Globo

Pedro Leandro Ricardo não poderá mais exercer as atividades sacerdotais. MP o denunciou por praticar atos contra a dignidade sexual de três adolescentes e uma criança

 

Acusado de assédio sexual de coroinhas nas cidades de Araras, Limeira e Americana, no interior de São Paulo, o padre Pedro Leandro Ricardo foi demitido do estado clerical. A decisão é do Papa Francisco e foi comunicada nesta sexta-feira pela igreja católica.

“A partir da data de hoje, o senhor Pedro Leandro Ricardo não poderá mais exercer, válida e licitamente, o ministério sacerdotal”, afirma nota do bispo José Roberto Fortes Palau.

Pedro Leandro Ricardo foi denunciado pelo Ministério Público em dezembro de 2019 pelos crimes de atentado violento ao pudor, com abuso de autoridade, contra pelo menos quatro ex-coroinhas da igreja, entre 2002 e 2006.

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O caso provocou um escândalo ruidoso na igreja católica e já havia causado a renúncia do bispo Dom Vilson Dias de Oliveira, acusado de pedir dinheiro em troca de acobertar as denúncias de abusos contra menores.

Segundo o MP, o então padre Leandro usou de sua “ascendência sobre as vítimas, em diversas oportunidades, mediante violência e grave ameaça, para praticar atos libidinosos contra a dignidade sexual” de três adolescentes e uma criança de 11 anos.

De acordo com a denúncia, o padre levou um adolescente à casa paroquial, ofereceu bebida alcoólica e lhe fez sexo oral. Em outros dois casos, a promotoria sustenta que o padre passou as mãos nas coxas e nos órgãos genitais dos adolescentes quando viajavam de carro de carona com o religioso. Há também um relato de que o padre Leandro alisou o corpo de um menino de 11 anos ao ajudá-lo a vestir a batina.

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Pedro Leandro Ricardo se tornou réu em março de 2020, quando a Justiça determinou a retenção do seu passaporte para evitar risco de fuga para o exterior e o proibiu de manter contato com as vítimas, familiares e testemunhas.

A defesa do padre diz confiar em sua inocência, na Justiça e que a denúncia será “integralmente rechaçada”. Pedro Leandro sempre alegou ser vítima de perseguição e de denúncias requentadas.

 

 

Gustavo Schmitt/O Globo

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