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Operação apura irregularidades em licitações do Detran

Detran de Goiás é alvo de investigação de fraudes no valor de 26 milhões (Foto: Divulgação/PC)

25 mandados de busca e apreensão objetivam recolher e apurar indícios de desvios de superfaturamento de R$ 26 milhões em licitação e contrato de impressão de documentos e licenciamento de veículos

 

A Polícia Civil (PC-GO) deflagrou a operação Stop Spooler e cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Indiara e no Distrito Federal na terça-feira (15). A ação objetiva recolher  e apurar indícios de desvios de superfaturamento de R$ 26 milhões em uma licitação do Departamento Estadual de Transporte de Goiás (Detran-GO) , contestando uma empresa estipulada para atuação de impressão de documentos de registro e licenciamento de veículos.

As operação Stop Spooler é um desdobramento de outra, a “Cegueira Deliberada” , que apurou desvios de R$ 110 milhões do órgão. O Detran  por meio de nota declarou que “apóia totalmente e colabora com a Polícia Civil” nas apurações. O órgão ressaltou que é investigado um contrato antigo de impressão de documentos. Afirmou ainda que, desde que uma nova empresa foi contratada para o serviço, os custos caíram de R$ 3,57 para R$ 0,60 por impressão.

Segundo as informações da Delegacia Especializada no Combate à Corrupção (Deccor), uma empresa ganhou a licitação de impressão de documentos e efetivou o contrato com o Detran-GO em 2014 no valor de R$ 12 milhões ao ano. As apurações indicam que esse acordo vigorou até o ano passado. O contrato era referente a impressão de Certificado de Registro do Veículo (CRV) Certificado de Registro de Licenciamento (CRLV) .

As investigações da polícia revelam que apesar da empresa Planalto ter sido a vencedora da licitação, uma segunda, a Cadê , é que prestava o serviço, já que a primeira nem seria, a princípio, do ramo de impressões. Também de acordo com as investigações, em 2015 , houve uma junção entre essas duas empresas e a prestação de serviço continuou. Esse documento, segundo a PC, foi encontrado durante outra operação na empresa Sanperes , o que levou as equipes a desconfiarem de que todas pudessem estar envolvidas.

A empresa Sanperes também se manifestou por meio de nota que “não tem qualquer vinculação com as empresas investigadas pela operação Stop Spooler e não conhece o teor dos autos”, além de não ser alvo dos mandados cumpridos nesta terça-feira.

Entre os 25 endereços visitados pela PC, havia uma casa em um condomínio de luxo em Goiânia, que seria do arquiteto Pedro Ernesto Gualberto . Segundo as investigações, ele foi dono de uma das empresas investigadas pela corporação.

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