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O MINISTÉRIO DE “DOIS MINISTROS”

Queiroga e Pazuello ministro que entra e ministro que sai. Fotos Reprodução Redes Sociais - Ministério da Saúde

Por Jeverson Missias de Oliveira *

Nos últimos dez meses a cartilha escrita pelo presidente Jair Bolsonaro foi lida inúmeras vezes pelo ministro Pazuello.

Foram muitas as omissões, despreparo e descoordenação de ações importantes no efetivo combate ao Corona vírus.

Agora, já por uma semana vivemos uma situação inusitada de conviver com 2 ministros da saúde. Um verbalmente demitido, o general Eduardo Pazuello e o outro verbalmente nomeado o médico cardiologista Marcelo Queiroga.

Na verdade, o imbróglio acaba por reforçar a ausência de liderança na área essencial para o país, diante da mais grave crise sanitária já vista no mundo e que nesta segunda-feira dia 22 de março, atingiu a marca de 295.425 mortos no brasil em decorrência de covid-19 nas 27 unidades da federação.

E o pior. Ainda não se tem uma data para a solução dessa situação. Segundo fontes palacianas espera-se que até o dia 25 de março já estejam contornados os dois maiores obstáculos para que seja concretizada a posse de Queiroga.

Duas são as razões para a demora:

1) O presidente quer encontrar um cargo que possa blindar da justiça Pazuello, o fiel e subserviente auxiliar que seguiu a cartilha Bolsonaro nos últimos meses e é investigado pela sua suposta inépcia na crise de falta de oxigênio em Manaus e;

2) Porque Queiroga ainda é administrador de uma das empresas que é sócio. A legislação proíbe que ocupantes de ministérios tenham gestão em empresas privadas.

Comenta-se duas possibilidades de acomodação:

A primeira delas seria a criação de um ministério específico para Pazuello, denominado ministério da Amazônia. Entretanto, isso só poderia acontecer com a edição de uma medida provisória. Opção não muito plausível nesse momento, pelo fato da base aliada do presidente Bolsonaro não estar unida para votar esse tema.

A outra ideia é uma saída do país. Algum cargo no exterior, assim como feito com Abraham Weintraub que foi para os Estados Unidos em um cargo de indicação do Brasil em um organismo internacional.

Enquanto isso, hospitais Brasil afora enfrentam a falta de insumos básicos para o combate à doença.

Segundo alguns servidores do ministério da saúde até questões burocráticas simples acabam sendo deixadas para depois.

Cobrado e até indiretamente criticado pelas suas principais lideranças no congresso nacional, Jair Bolsonaro vem demonstrando ser mais maleável à ideias antes por ele rechaçadas, como o uso de máscara em solenidades públicas e a necessidade da vacinação em massa.

Diante desse quadro, a esperança de redução de novos casos de contágio se dá através de medidas adotadas por governadores de diversos estados, limitando a circulação de pessoas, medida amplamente criticada por Bolsonaro.

Com a falta de uma política nacional, vemos claramente a economia aos tropeços, o desemprego em alta e o vírus descontrolado.

* Jeverson Missias é Economista, Bacharel em Direito, Especialista em Administração Pública e Ciências Políticas, Radialista e Jornalista, Editor desse site.

 

 

 

 

 

 

 

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