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O JOGO DO CENTRÃO

Fotomontagem: Reprodução IstoÉ

Por Jeverson Missias de Oliveira *

 

Em uma análise superficial do comportamento de parte dos componentes do congresso nacional, pode se afirmar que há uma enorme semelhança nos mandatos dos últimos presidentes. Desde José Sarney, Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma, Temer e até os dias de hoje com Jair Bolsonaro. Essa semelhança é o voraz apetite político por cargos e verbas do orçamento apresentados ao longo de décadas.

dramática crise da saúde aliada ao aumento da impopularidade do presidente Jair Bolsonaro tem assanhado a fome do centrão por novos ministérios.

Nesta quarta-feira,17 de março, pesquisa Datafolha mostrou que uma grande parte dos entrevistados acreditam que ele faz um governo ruim ou péssimo; sua gestão da pandemia de covid-19 é reprovada por 54% das pessoas e 56% acreditam que ele não tem condições de liderar o país.

Antes mesmo desses números serem divulgados, nos seus cálculos já levando em conta também o impacto da reentrada em cena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o grupo fisiológico de legendas de centro-direita já tinha aumentado o seu preço pelo apoio ao planalto.

Agora, querem a indicação para ao menos cinco pastas: casa civil, secretaria de governo, minas e energia, relações exteriores e educação. É um avanço claro sob dois campos que são os alicerces do bolsonarismo, o militar e o ideológico.

É pedir muito?

Na verdade, nas hostes políticas a velha negociação ensina que se deve pedir mais do pode ganhar. Em não ser atendido, valoriza-se, dizendo que renunciou a algo em favor da governabilidade.

Com a saída de Pazuello, por exemplo, parlamentares miram os 15 cargos em comissão no ministério da saúde.

Segundo alguns líderes desse grupo a gota d’agua ou a desculpa de agora foi a não indicação da médica Ludhmila Hajjar para ocupar o cargo de ministra. Apostavam que sua nomeação seria mesmo um claro sinal de mudança na política de combate à pandemia.

Como moeda de troca, possuem em mão dois instrumentos de pressão que poderiam fazer que os tentáculos no governo sejam ampliados.

O presidente da câmara, Arthur Lira, eleito com apoio de Bolsonaro com promessas de entrega de ministérios, possui em mãos dois torpedos de grande magnitude:

Um deles seria o início de um processo de impeachment contra Bolsonaro e a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar a gestão da pandemia de Corona vírus. O primeiro caso depende principalmente de lira. Até o mês passado, ele sempre negava que acataria um dos 60 pedidos de impeachment contra o presidente.

Pobre Brasil, não consegue mesmo ser uma república, onde o governo possa atender o interesse geral dos cidadãos sem “amarras” ou jogos políticos.

Aguardar para ver.

* Jeverson Missias de Oliveira é Economista,Bacharel em Direito com especialização em Ciências Políticas e Administração Pública, Radialista e Jornalista, editor deste portal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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