Novos residentes no Bosque da Conservação
Nove papagaios, entre os quais seis Amazona brasiliensis (papagaios-de-cara-roxa) e três Amazona pretrei (papagaios-charão), foram incorporados ao Zoológico de São Paulo na semana de 10 a 16 de agosto de 2026, após passarem por um rigoroso processo de quarentena. Os animais, vítimas de uma tentativa de tráfico internacional de fauna silvestre, haviam sido resgatados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e encaminhados ao zoológico paulistano ainda em março de 2026.
Espécies ameaçadas buscam refúgio na capital
Tanto o papagaio-de-cara-roxa quanto o papagaio-charão estão classificados como ameaçados de extinção, segundo critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A presença desses nove indivíduos no Zoológico de São Paulo não apenas amplia a diversidade da coleção do Bosque da Conservação, como também contribui para estratégias de reprodução assistida e reintrodução de espécimes na natureza. O parque, que já abriga outras espécies em programas similares, reforça seu papel em iniciativas de conservação in situ e ex situ.
Trajetória de resgate e desafios da fauna silvestre
A intervenção do Ibama, que interceptou a carga ilegal em território nacional antes de sua exportação, evidencia a persistência das redes de tráfico de animais silvestres na América Latina. Segundo dados do próprio instituto, o Brasil é um dos principais pontos de origem de aves traficadas para mercados internacionais, onde são comercializadas como animais de estimação. A quarentena imposta aos papagaios, conduzida sob protocolos sanitários e éticos, durou aproximadamente cinco meses — período necessário para descartar doenças como clamidiose e psitacose, comuns em espécimes resgatados de situações ilegais.




