Trajetória de Moro e contexto político
O senador Sergio Moro (PL-PR) consolida sua liderança nas pesquisas para o governo do Paraná, conforme levantamento da Paraná Pesquisas divulgado na segunda-feira (11.mai.2026). O estudo, realizado entre os dias 8 e 10 de maio com 1.500 eleitores do estado, testou dois cenários distintos, ambos apontando Moro como favorito. No primeiro cenário, o ex-juiz federal registra 42,6% das intenções de voto, enquanto no segundo, esse percentual sobe para 49,2%. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Cenários eleitorais e concorrentes diretos
No primeiro cenário testado pela Paraná Pesquisas, Moro supera Requião Filho (PDT), que aparece com 19,7%, e Rafael Greca (MDB), com 16,3% — ambos tecnicamente empatados na segunda posição. No segundo cenário, a distância entre Moro e Requião Filho aumenta: 49,2% contra 23,7%. Outros nomes como Tony Garcia (DC), Sandro Alex (PSD) e Luiz França (Missão) figuram com percentuais irrelevantes, abaixo de 5%.
Legado da Lava Jato e projeção eleitoral
A notoriedade de Moro no cenário político paranaense está diretamente ligada ao seu papel como juiz federal na Operação Lava Jato, que resultou na prisão de dezenas de empresários e políticos, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essa imagem de combate à corrupção, embora controversa em alguns setores, tem sido explorada pelo PL como principal argumento de campanha. Por outro lado, Requião Filho, filho do ex-governador Roberto Requião, representa a continuidade de um legado político tradicional no estado, enquanto Greca busca se firmar como alternativa de centro.
Metodologia e transparência da pesquisa
A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-00323/2026, custou R$ 135.225,00 e foi financiada com recursos próprios do Partido Liberal. O levantamento seguiu rigorosos padrões metodológicos, com amostra representativa de eleitores paranaenses e divulgação de dados completos. Especialistas destacam que, embora as projeções sejam favoráveis a Moro, o cenário pode se alterar até as eleições, marcadas para outubro de 2026.
Comparação com eleições anteriores
Historicamente, o Paraná tem sido um estado de disputas acirradas entre candidatos de centro, esquerda e direita. Nas eleições de 2018, por exemplo, o governador reeleito Ratinho Junior (PSD) obteve 58% dos votos no primeiro turno, enquanto em 2022, a vitória de Júnior Laro (PSD) ocorreu com 45,5% no segundo turno. A atual liderança de Moro, no entanto, sugere uma mudança no perfil do eleitorado, com maior ênfase em pautas de segurança pública e combate à corrupção.
Desdobramentos e estratégias de campanha
Para consolidar sua vantagem, Moro deve focar em regiões onde sua popularidade é mais expressiva, como Curitiba e cidades do interior com histórico de apoio à Lava Jato. Já Requião Filho e Greca precisam ampliar sua base de apoio, possivelmente por meio de alianças com partidos menores ou pautas regionais. Analistas políticos destacam que o segundo turno, caso ocorra, será definido pela capacidade dos candidatos de atrair o eleitorado indeciso, estimado em cerca de 20% do eleitorado.
Perspectivas e desafios para os candidatos
Apesar da liderança nas pesquisas, Moro enfrenta desafios como a polarização política e a rejeição de setores da população que associam sua imagem à perseguição seletiva. Requião Filho, por sua vez, pode se beneficiar do nome de seu pai, um dos políticos mais conhecidos do estado, enquanto Greca busca se diferenciar como alternativa ao establishment. A campanha deve ser marcada por debates acalorados e estratégias agressivas de marketing político.




