Aportes efetuados até agosto de 2026 quadruplicam em relação ao mesmo período de 2025 e superam a execução do ano anterior
Expansão dos aportes, resultado primário e evolução da Receita Corrente Líquida
A Prefeitura de Goiânia registrou a aplicação de R$ 663,3 milhões em investimentos públicos no intervalo compreendido entre janeiro e agosto do exercício de 2026. O montante representa mais de quatro vezes o valor alocado em igual período do ano anterior e ultrapassa em 32,37% a soma global investida ao longo de todo o ano de 2025, ocasião em que o volume financeiro atingiu R$ 501.131.776,97. Os indicadores orçamentários foram expostos pelo prefeito Sandro Mabel nesta segunda-feira (26/10), durante audiência pública de prestação de contas no plenário da Câmara Municipal. O balanço oficial aponta ainda um superávit primário de R$ 137,9 milhões — superando o teto fixado pela meta anual — e a destinação de 18,57% da receita vinculada de impostos e transferências para a área da Saúde, índice acima do piso constitucional obrigatório de 15%.
“É importante olharmos o tamanho do investimento ao longo de 2026, que será de R$ 1 bilhão, o que representa em torno de 14% da nossa receita líquida”, apontou Mabel, ao anunciar que a Prefeitura de Goiânia vai aplicar meio bilhão na saúde da capital, nos próximos dois anos. “Em 2026, até o mês de agosto, fizemos mais investimentos que os anos de 2023 e 2024 juntos”, completou o prefeito.
O incremento do fluxo orçamentário consolidou-se em meio ao avanço da Receita Corrente Líquida (RCL), que acumulou R$ 9,37 bilhões na janela dos últimos 12 meses. O resultado reflete uma elevação de 8,59% frente ao segundo quadrimestre de 2025 e de 3,76% perante o primeiro quadrimestre de 2026, marcando a quinta elevação consecutiva do indicador.
No somatório do quadrimestre, a receita efetivamente arrecadada alcançou R$ 7,27 bilhões, enquanto a despesa liquidada fechou em R$ 6,88 bilhões. A margem positiva situou-se em R$ 389 milhões, contra os R$ 742,9 milhões apurados na mesma etapa de 2025. Em comparação ao segundo quadrimestre do ciclo fiscal anterior, a arrecadação cresceu 9,4%, enquanto o volume de despesas liquidadas expandiu-se em 16,6%.
Sob a perspectiva do titular da Secretaria Municipal da Fazenda, Oldair Marinho, os recursos alocados até o oitavo mês de 2026 superam o somatório de investimentos computado nos dois últimos anos da administração pretérita. “É impressionante a recuperação das contas públicas do município. O prefeito assumiu, em janeiro de 2025, uma prefeitura em situação de extrema calamidade financeira. Desde então, a administração promoveu uma reestruturação fiscal que permitiu elevar a Capag do município de C para A”, destacou.
Metas orçamentárias, controle de gastos com pessoal e destinação de verbas para a Saúde
O indicador de resultado primário, que afere o equilíbrio entre receitas e despesas correntes excluindo o pagamento dos juros da dívida pública, atingiu R$ 137,9 milhões. O montante ultrapassou em R$ 5,2 milhões a estimativa projetada para o ano, estabelecida em R$ 132,7 milhões, correspondendo a 103,9% da meta definida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). No tocante ao enquadramento das despesas com pessoal, o Poder Executivo encerrou o quadrimestre comprometendo 45,58% da Receita Corrente Líquida. O patamar figura como o menor valor da série histórica detalhada no relatório, com retração de 0,70 ponto percentual na comparação com o primeiro quadrimestre de 2026. O índice mantém-se com folga abaixo do limite de alerta de 48,6%, registrando uma margem prudencial de R$ 279,3 milhões até o alerta e de R$ 778,7 milhões até o teto máximo de 54% estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Na destinação de verbas carimbadas para a Saúde, a administração municipal alocou 18,57% dos impostos e transferências constitucionais, superando em 3,57 pontos percentuais a exigência legal de 15%. “Isso representa cerca de R$ 400 milhões a mais aplicados em melhorias na saúde. Estamos construindo uma nova rede de saúde com 32 novas UBSs e 8 UPAs para atender a população com dignidade”, observou Mabel.
Desempenho da pasta da Educação e consolidação dos indicadores de gestão
Na área de Educação, a execução financeira atingiu o patamar de 21,88% no acumulado do quadrimestre. A verificação do cumprimento da meta constitucional de 25% é apurada ao encerramento do ano civil, dispondo o município do prazo regimental até o término do exercício para atingir o índice exigido. Em período homólogo de 2025, o índice apurado no segundo quadrimestre havia ficado em 20,06%, vindo a fechar o ciclo anual em 25,83%. “Nos últimos dois anos, nossas unidades de educação tem mudado o perfil completamente. Nossos alunos não tinham acesso a computadores. Nossos alunos agora tem acesso à tablet, lousa eletrônica, as escolas e Cmeis foram reformados, adquirimos aparelhos de ar-condicionado. Estamos fazendo da Educação a melhor do Brasil”, explicou Mabel.
O quadro geral apurado no segundo quadrimestre reflete a integração entre a contenção de gastos rotineiros, o cumprimento das metas fiscais primárias e o ganho na capacidade de investimentos públicos. A conjuntura viabiliza o aporte contínuo em melhorias urbanas sem desrespeitar os limites operacionais previstos na legislação de regência.





