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Reputação do Brasil é impulsionada pela qualidade de produtos e serviços, aponta maior pesquisa já realizada sobre a Marca Brasil

Redação
13 de maio de 2026 às 07:21
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Reputação do Brasil é impulsionada pela qualidade de produtos e serviços, aponta maior pesquisa já realizada sobre a Marca Brasil

Foto: Redação Central

O Brasil avaliado pela excelência de seus produtos e serviços

A reputação do Brasil no cenário global tem sido significativamente moldada pela qualidade de seus produtos e serviços, segundo a mais abrangente pesquisa já conduzida sobre a “Marca Brasil”. Realizado pela consultoria portuguesa OnStrategy, o estudo — que entrevistou 192.400 brasileiros e 278.200 estrangeiros entre outubro de 2025 e março de 2026 — atribuiu notas médias de 7,6 entre os cidadãos nacionais e 6,5 entre o público internacional. Esses resultados, medidos em uma escala de 0 a 10, destacam o setor como um dos mais fortes atributos da imagem do país, superando até mesmo dimensões como cultura ou turismo.

Pedro Tavares, fundador da OnStrategy, contextualiza os dados como reflexo direto das políticas públicas e das estratégias corporativas implementadas nas últimas décadas. “Produtos e serviços são a materialização racional das políticas econômicas e sociais, representando o equilíbrio, a estabilidade e a prosperidade de uma sociedade”, afirma. A pesquisa, que abrangeu executivos, jornalistas, influenciadores e autoridades, evidencia uma correlação clara entre a percepção da qualidade brasileira e a performance setorial, especialmente no ramo de serviços.

Serviços: o motor da economia brasileira

Dados do PIB de 2025 consolidam o setor de serviços como o principal da economia brasileira, responsável por aproximadamente 70% da geração de riqueza nacional. Essa dominância não apenas impulsiona o crescimento econômico, como também define o perfil do mercado de trabalho e a distribuição de renda no país. João Diniz, presidente da Cebrasse (Central Brasileira do Setor de Serviços), ressalta que “a centralidade do setor está na sua capacidade de concentrar a maior parte das ocupações e da remuneração, atuando como vetor de inclusão produtiva”.

A diversidade de atividades — que vai de serviços financeiros a atividades culturais, passando por logística e tecnologia — garante uma capilaridade territorial sem precedentes. “Essa amplitude permite que os serviços não apenas respondam à demanda interna, mas também integrem cadeias globais de valor, fortalecendo a competitividade brasileira”, complementa Diniz. A robustez do setor é ainda mais evidente quando analisada em conjunto com dados macroeconômicos, como os da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.

Recuperação desigual e desafios persistentes

Apesar do avanço de 20% acima do nível pré-pandemia — conforme a PMS do IBGE, que igualou em fevereiro de 2026 o recorde histórico de novembro de 2025 —, a recuperação do setor de serviços tem sido marcada por assimetrias regionais e setoriais. João Vitor Gonçalves, economista da Geade (Gerência Executiva de Análise de Desenvolvimento Econômico e Estatístico) da CNC, adverte que “o impacto da pandemia foi superado em agregado, mas segmentos como turismo e alimentação ainda enfrentam lacunas significativas em relação ao desempenho pré-crise”.

Gonçalves aponta que, enquanto áreas como tecnologia e saúde digital apresentaram crescimento acelerado, outros nichos — como serviços presenciais não essenciais — permanecem abaixo da média nacional. “A resiliência do setor como um todo é inegável, mas a disparidade entre os segmentos exige políticas públicas mais assertivas para garantir uma retomada equitativa”, analisa. A desigualdade na distribuição geográfica dos serviços também emerge como um ponto crítico, com estados como São Paulo e Rio de Janeiro concentrando 45% da atividade, enquanto regiões como o Norte e o Nordeste ainda lutam para integrar plenamente suas cadeias produtivas.

Marca Brasil: entre a percepção e a realidade

A pesquisa da OnStrategy não apenas quantifica a reputação brasileira, mas também mapeia suas origens e consequências. Entre os fatores que influenciam a avaliação positiva estão a inovação em serviços digitais — com destaque para o setor de fintechs — e a notoriedade de marcas nacionais em mercados emergentes, como a América Latina e a África. “O Brasil tem conseguido projetar uma imagem de solidez em nichos específicos, como o de energia renovável e agronegócio tecnológico”, observa Tavares.

No entanto, o estudo também identifica lacunas a serem superadas. Enquanto 68% dos entrevistados estrangeiros associam o Brasil à excelência em serviços de engenharia e construção, apenas 34% reconhecem a qualidade de seus serviços públicos. Essa dicotomia entre a percepção externa e a realidade interna sugere que, embora o setor privado brasileiro seja reconhecido globalmente, o Estado ainda precisa avançar em transparência e eficiência para alinhar a imagem pública à privada.

Perspectivas para o futuro: inovação e integração

Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que o futuro da reputação brasileira no setor de serviços dependerá de dois eixos principais: inovação e integração regional. “A digitalização é um caminho sem volta, mas precisa ser acompanhada por investimentos em capital humano e infraestrutura”, defende Diniz. Ele cita como exemplo bem-sucedido o programa de qualificação profissional do Senac, que já capacitou mais de 1 milhão de trabalhadores desde 2020.

Para Gonçalves, a integração com mercados latino-americanos e africanos — por meio de acordos comerciais e hubs logísticos — pode ampliar o alcance dos serviços brasileiros. “O Brasil tem potencial para se tornar um polo de serviços compartilhados na região, desde que superem barreiras burocráticas e adotem modelos colaborativos”, argumenta. A pesquisa da OnStrategy reforça essa visão ao destacar que 62% dos executivos estrangeiros consideram o país um destino prioritário para terceirização de serviços, especialmente em áreas como TI e back-office.

Conclusão: serviços como espelho da nação

Os dados da Marca Brasil revelam que a qualidade dos produtos e serviços brasileiros não é apenas um indicador econômico, mas um termômetro da capacidade do país de projetar confiança e prosperidade. Enquanto o setor de serviços segue como alicerce da economia — respondendo por 70% do PIB e empregando milhões —, sua performance futura dependerá de políticas públicas que equilibrem inovação, inclusão e competitividade global. Para especialistas como Tavares, o desafio agora é transformar essa reputação em um ciclo virtuoso: “Serviços de excelência geram receitas que financiam mais investimentos, que por sua vez elevam ainda mais a qualidade”.

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