Comissão da ONU aponta crimes sistemáticos contra crianças palestinas
A Comissão Independente de Inquérito da ONU sobre os Territórios Palestinos ocupados concluiu, em relatório divulgado hoje (23/06/2026), que as forças israelenses e autoridades governamentais cometeram atos deliberados de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra ao alvejar crianças palestinas em Gaza. Segundo o documento, há ‘fundadas razões’ para afirmar que Israel implementou uma ‘estratégia consciente’ para destruir o futuro da população palestina por meio do extermínio sistemático de menores, com ações que persistiram mesmo após o cessar-fogo de outubro de 2025.
Detalhes do relatório e respostas de Israel
O inquérito documenta que as forças israelenses infligiram ‘morte e danos físicos e mentais graves a centenas de milhares de crianças palestinas’, com mais de 21.280 crianças mortas desde 7 de outubro de 2023 — data do ataque liderado pelo Hamas em território israelense, que resultou em 1.200 mortes e 251 sequestros. Israel, em nota oficial, rejeitou integralmente as acusações, classificando o relatório como ‘calúnia difamatória’ e ‘peça de propaganda’, semelhante a alegações anteriores que, segundo o governo israelense, foram desmentidas.
Contexto e implicações jurídicas
A campanha militar israelense em Gaza, iniciada em resposta ao ataque do Hamas, já resultou na morte de pelo menos 73.035 pessoas, segundo dados compilados até a data-base. O relatório da ONU, que se baseia em testemunhos, análise de padrões de bombardeio e dados médico-legais, pode servir como subsídio para futuras ações no Tribunal Penal Internacional (TPI) ou na Corte Internacional de Justiça (CIJ), onde Israel já enfrenta acusações de genocídio apresentadas pela África do Sul. Especialistas em direito internacional ouvidos pela ClickNews destacam que, se comprovadas as alegações, os responsáveis israelenses poderiam ser processados por crimes de guerra e contra a humanidade, com implicações para a política externa de países aliados de Israel.
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