Equipamento pioneiro da Agenda Goiânia Mais Verde atuará como filtro biológico e regulador de drenagem na Rua 4
Infraestrutura verde e mitigação do escoamento pluvial superficial
A engenharia ambiental e o planejamento urbano da capital goiana receberão um novo mecanismo voltado ao manejo sustentável de águas pluviais. A Prefeitura de Goiânia encontra-se na fase de fechamento do projeto executivo para a implantação do primeiro jardim de chuva vinculado às diretrizes da Agenda Goiânia Mais Verde. A estrutura pioneira será fixada na Rua 4, situada no Setor Oeste, ponto geográfico que demarca o início do corredor ecológico projetado para interligar duas importantes áreas de preservação locais: o Bosque dos Buritis e o Lago das Rosas. O plano macro representa a mais abrangente estratégia de infraestrutura verde da história do município, englobando a abertura de 16 quilômetros de conectores arbóreos, nove trilhas ecológicas e a construção de 100 jardins de chuva.
O dispositivo atua diretamente na retenção do volume hídrico gerado por precipitações, minimizando o impacto das cheias nas vias pavimentadas. O prefeito Sandro Mabel detalhou o funcionamento e o propósito de engenharia dessas instalações ao pontuar: “Os jardins de chuva são estruturas concebidas para captar e infiltrar a água da chuva, reduzindo o escoamento superficial e aliviando a sobrecarga das galerias pluviais”. Do ponto de vista ecológico, os benefícios estendem-se ao reabastecimento natural do lençol freático, depuração das águas correntes, diversificação da fauna e flora locais e arrefecimento microclimático decorrente da expansão da cobertura vegetal em áreas densamente edificadas.
Mecanismo de filtragem biológica e acessibilidade viária
De acordo com os parâmetros técnicos estabelecidos pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), o redesenho do espaço público adjacente integrará melhorias na acessibilidade urbana. As obras contemplarão o rebaixamento de calçadas em conformidade com as normas de mobilidade, solucionando antigos pontos de retenção de resíduos e poças d’água que prejudicavam a circulação regular de pedestres e pessoas em cadeiras de rodas. O sistema de engenharia hidráulica baseia-se em uma zona de depressão topográfica forrada com vegetação específica, para onde a água da chuva é canalizada superficialmente.
A dinâmica interna de escoamento e retenção de resíduos opera por gravidade em múltiplas camadas de proteção:
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Camada Vegetal e Solo: Retêm os primeiros sedimentos sólidos e absorvem poluentes químicos por meio das raízes das plantas.
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Camada de Brita: Funciona como um filtro mecânico secundário, desacelerando a velocidade da água.
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Tubulação Perfurada: Recolhe o efluente filtrado no fundo do sistema.
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Excedente Seguro: Toda a carga hídrica que ultrapassar a capacidade volumétrica de absorção do solo é conduzida de forma controlada de volta à rede de drenagem convencional ou para zonas de descarte monitoradas.
Conexão de microbacias, mobiliário urbano e expansão do modelo
A Agenda Goiânia Mais Verde funciona de forma sistêmica, unindo diferentes ações de preservação para criar corredores de biodiversidade que conectam parques urbanos e bacias hidrográficas. Neste primeiro estágio operativo, o município planeja implantar aproximadamente 10 quilômetros de trilhas ecológicas com temáticas específicas. O circuito integrará os parques Areião, Vaca Brava, Lago das Rosas, Bosque dos Buritis, Botafogo, Flamboyant e o Jardim Botânico. A reestruturação logística do ambiente coletivo contará ainda com a instalação de 2 mil pares de coletores de resíduos ecológicos, 500 assentos públicos e 230 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) voltados à triagem de materiais recicláveis ao longo dos trajetos.
A viabilidade financeira e a agilidade de implantação dessas soluções biológicas foram destacadas pelas autoridades de fiscalização ambiental como um dos grandes trunfos do programa. A presidente da Amma, Zilma Peixoto, apontou que o investimento em engenharia natural apresenta custos operacionais significativamente inferiores quando comparado às grandes obras subterrâneas de canalização, gerando impactos positivos imediatos na rotina da população. Zilma contextualizou a importância prática da primeira instalação ao expor as metas de expansão da autarquia: “A instalação do primeiro equipamento na Rua 4 servirá como modelo para as demais 99 unidades previstas nesta primeira etapa”. A dirigente concluiu que a Agenda Goiânia Mais Verde funciona como uma política pública essencial no enfrentamento dos impactos decorrentes das alterações climáticas globais.

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