ClickNews
  • HOME
  • GERAL
  • CIDADES
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • JUSTIÇA
  • BRASIL
  • MUNDO
  • ESPORTE
  • ARTIGOS
  • POLÍCIA
  • SAÚDE
Home
Geral

PM da USP: estudantes relatam agressões e ‘corredor polonês’ durante desocupação da Reitoria

Redação
10 de maio de 2026 às 13:33
Compartilhar:
PM da USP: estudantes relatam agressões e ‘corredor polonês’ durante desocupação da Reitoria

Foto: Redação Central

Contexto e motivações da ocupação

A ocupação da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP) teve início na última quinta-feira (7), impulsionada por reivindicações estudantis ligadas à precarização da vida acadêmica e aos salários dos servidores técnico-administrativos. Segundo depoimentos de participantes, o movimento manteve-se dentro dos limites do diálogo e da organização pacífica, com programações culturais, assembleias democráticas e debates políticos. A iniciativa fazia parte de um conjunto de protestos mais amplos contra o descaso governamental com a educação pública, especialmente no que tange ao financiamento e às condições estruturais das universidades estaduais paulistas.

Desocupação na madrugada: relato de violência institucional

Por volta das 4h15 da manhã do domingo (10), cerca de 50 policiais da Tropa de Choque da Polícia Militar (PM) cercaram o prédio da Reitoria, enquanto a maioria dos estudantes dormia. De acordo com o relato do estudante Rael Brito de Paula, ao ser despertado com a invasão, o grupo foi empurrado para o saguão fechado, onde teria início uma série de agressões. ‘Foi um processo absurdamente violento’, declarou Rael à CNN Brasil. ‘Além de cassetetes e bombas de efeito moral, fizeram um corredor polonês na saída para agredir todos os estudantes que passavam. Houve fraturas, sangramentos, uma estudante desmaiou, e o trauma psicológico de acordar no meio da noite com uma violência completamente descabida’.

Evidências e documentação do episódio

Imagens capturadas por estudantes durante a ação policial mostram policiais utilizando equipamentos de choque e formação de corredor polonês, prática reconhecida internacionalmente como forma de humilhação e repressão excessiva. Os vídeos, amplamente divulgados nas redes sociais, foram fundamentais para a denúncia pública do ocorrido. A USP, em nota oficial, classificou a ação como ‘desproporcional’ e anunciou que irá apurar os fatos internamente, enquanto a reitoria foi acusada por estudantes de não ter mediado o conflito de forma pacífica.

Versão da Secretaria de Segurança Pública: negação de feridos e alegação de danos patrimoniais

Em comunicado emitido no mesmo domingo, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo afirmou que a desocupação do saguão da Reitoria foi realizada sem registro de feridos. A pasta alegou ainda que agentes constataram ‘danos ao patrimônio público’, embora não tenha especificado a natureza ou extensão dos prejuízos. ‘Toda a ação foi registrada pelas câmeras operacionais portáteis dos policiais, e as imagens serão anexadas aos autos da ocorrência’, declarou a SSP. Contudo, a ausência de feridos oficialmente notificados não exclui a possibilidade de lesões não registradas ou subnotificadas, conforme alertam especialistas em direitos humanos.

Impacto psicológico e jurídico: a busca por responsabilização

O episódio gerou repercussão imediata entre coletivos estudantis, sindicatos e organizações de direitos humanos. O estudante Rael Brito de Paula, em entrevista à imprensa, exigiu que a reitoria da USP seja responsabilizada pela gestão do conflito, além de cobrar a reabertura de mesas de negociação com os estudantes. ‘Essa ação comandada pelo governo do Estado mostra que essa reitoria não defende o diálogo e a democracia, mas a manutenção de um quadro de precarização da educação e de descaso com os estudantes mais pobres’, afirmou. A Defensoria Pública do Estado de São Paulo já se manifestou no sentido de acompanhar possíveis denúncias de abusos policiais.

Histórico de tensões entre PM e universidades paulistas

A relação entre forças de segurança e movimentos estudantis na USP não é recente. Em 2016, a desocupação da Reitoria durante o movimento ‘Ocupa USP’ resultou em confrontos semelhantes, com relatos de violência policial e detenções arbitrárias. Especialistas em segurança pública destacam que a atuação da PM em ambientes universitários deve priorizar o diálogo e a mediação, especialmente em casos de ocupações pacíficas. A legislação brasileira, por meio do Decreto-Lei nº 2.848/1940 (Código Penal), e tratados internacionais ratificados pelo Brasil, como a Convenção Americana de Direitos Humanos, estabelecem limites claros ao uso da força estatal.

Desdobramentos e demandas estudantis após a desocupação

Com a reintegração da Reitoria, os estudantes agora buscam retomar as negociações com a administração universitária e o governo estadual. Entre as pautas centrais estão a destinação de recursos para moradia estudantil, reajuste salarial para servidores e o fim do contingenciamento orçamentário nas universidades estaduais. Coletivos como o ‘Pra USP não Fechar’ e o ‘DCE Livre’ convocaram assembleias para discutir estratégias de resistência e possíveis ações judiciais contra a violência policial. A situação permanece em aberto, com a possibilidade de novos embates caso as demandas não sejam atendidas.

Análise: uso da força policial em contextos de protesto

O caso da USP insere-se em um debate mais amplo sobre a atuação das forças de segurança em protestos sociais no Brasil. Segundo o Relatório Anual da Anistia Internacional, o país ocupa posições preocupantes em rankings de violência policial contra manifestantes, com casos recorrentes de uso excessivo da força, detenções arbitrárias e criminalização de movimentos sociais. A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio de relatores especiais, já recomendou ao Brasil a revisão de protocolos policiais para garantir o respeito aos direitos humanos durante operações de desocupação. A ausência de transparência nas ações da PM, aliada à impunidade em casos anteriores, reforça a necessidade de fiscalização independente e apuração rigorosa dos fatos.

Continue Lendo

Sir Elton John se apresenta no Rock in Rio com espetáculo histórico

Sir Elton John se apresenta no Rock in Rio com espetáculo histórico

Corpo de Bombeiros de Goiás lamenta morte do cão de resgate Fênix

Corpo de Bombeiros de Goiás lamenta morte do cão de resgate Fênix

Técnicas ancestrais egípcias oferecem soluções naturais para resfriar ambientes em dias de calor extremo

Técnicas ancestrais egípcias oferecem soluções naturais para resfriar ambientes em dias de calor extremo

Anterior
0

Mbappé desfalque confirmado em ‘El Clásico’: impacto no título e estratégia do Real Madrid em xeque

Próxima
0

Homicídio em Gurupi: Vítima de 39 anos é esfaqueada após desentendimento entre vizinhos

Publicidade[ BANNER VERTICAL ]
(300x600)
ClickNews

O portal de notícias mais completo de Goiás. Informação de qualidade com credibilidade, 24 horas por dia.

Navegue no Site

  • Geral
  • Cidades
  • Economia
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Mundo
  • Esporte
  • Artigos
  • Polícia
  • Saúde

Institucional

  • Sobre Nós
  • Equipe
  • Fale Conosco
  • Privacidade
  • Termos de Uso

Fale Conosco

  • E-mailcontato@clicknews.net.br
  • Telefone(62) 3212-3434
© 2026 ClickNews V3.0 - Desenvolvido e editado por Agência Hoover.
TermosPrivacidade