Planner atua como intermediária em operações milionárias com Rioprevidência
A corretora Planner admitiu hoje (26), ter intermediado aproximadamente R$ 500 milhões dos R$ 3,6 bilhões investidos pela Rioprevidência no Banco Master, de propriedade do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A revelação ocorre em meio à Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF), que investiga supostos desvios em transações do fundo previdenciário.
Credenciamento regular e negação de irregularidades
A Planner afirmou, em nota oficial à imprensa, que sua atuação restringiu-se à intermediação operacional das transações, em estrito cumprimento às normas regulatórias. Segundo a empresa, o processo foi precedido por um credenciamento regular, conduzido pela própria Rioprevidência, que resultou na emissão de um “certificado de credenciamento” específico para atividades de intermediação e custódia. Este certificado, alegam, foi renovado anualmente até o exercício atual, sem questionamentos por parte de órgãos fiscalizadores.
A corretora reforçou ainda que suas operações no Banco Master ocorreram no primeiro semestre de 2024, dentro dos limites operacionais vigentes e em conformidade com os procedimentos de mercado. A Planner negou qualquer irregularidade, destacando que não houve apontamentos, restrições ou questionamentos por parte de reguladores ou entidades fiscalizadoras durante o período.
PF investiga possíveis desvios em transações milionárias
A revelação da Planner insere-se em um contexto de maior fiscalização sobre os investimentos da Rioprevidência, cujos R$ 3,6 bilhões aplicados no Banco Master tornam-se alvo de apuração. A Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF, busca apurar eventuais irregularidades em processos de licitação, gestão de recursos públicos e compliance nas operações do fundo previdenciário. O Banco Master, controlado por Vorcaro, já havia sido mencionado em investigações anteriores por supostas operações atípicas envolvendo fundos de pensão.
Especialistas consultados pela ClickNews destacam que a atuação da Planner, mesmo que regulamentada, levanta questionamentos sobre a transparência dos processos de intermediação em fundos previdenciários. A PF, até o momento, não se pronunciou sobre eventuais indícios de desvio ou má gestão nos recursos envolvidos.




