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PL articula PEC da Anistia após Moraes suspender aplicação da Lei da Dosimetria

Redação
11 de maio de 2026 às 15:18
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PL articula PEC da Anistia após Moraes suspender aplicação da Lei da Dosimetria

Foto: Redação Central

Contexto histórico e jurídico da Dosimetria

 

A Lei da Dosimetria, promulgada em 8 de novembro de 2024 após a derrubada do veto presidencial pelo Congresso Nacional, representava um marco na redefinição de critérios para aplicação de penas em crimes contra o Estado Democrático de Direito. O projeto, originário de iniciativa parlamentar, buscava equilibrar a severidade das sanções com princípios de proporcionalidade, especialmente em casos vinculados aos eventos de 8 de Janeiro de 2023. No entanto, a legislação enfrentou resistência imediata por parte de setores da sociedade civil e entidades jurídicas, que argumentavam pela sua inconstitucionalidade por supostamente beneficiar condenados por atos violentos contra instituições democráticas.

Decisão monocrática de Moraes e suas implicações

Em decisão proferida no último fim de semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes suspendeu a aplicação imediata da Lei da Dosimetria, argumentando que a Corte deve primeiro julgar as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) apresentadas pela federação PSOL-Rede e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI). A suspensão, que abrange condenados pelo 8 de Janeiro até o desfecho do processo no plenário do STF, foi justificada pela necessidade de evitar danos irreparáveis à segurança jurídica, segundo o ministro. A decisão reacendeu o debate sobre o papel do Judiciário em contrapesar decisões legislativas, especialmente em temas de alta polarização política.

PEC da Anistia: estratégia do PL e objetivos declarados

Em resposta à suspensão da Dosimetria, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), anunciou nesta segunda-feira (11) a articulação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa anistiar condenados por crimes como dano qualificado, deterioração de patrimônio público, associação criminosa armada e tentativa ou abolição do Estado Democrático de Direito. A iniciativa, segundo o parlamentar, nasce da necessidade de ‘garantir justiça verdadeira’ e corrigir ‘perseguições incompatíveis com um Estado Democrático de Direito’. Cavalcante afirmou que ‘o Congresso Nacional não pode assistir passivamente à escalada de decisões monocráticas que desrespeitam o Poder Legislativo e ignoram a vontade popular’.

Processo legislativo e desafios da PEC

Para ser oficialmente protocolada, a PEC da Anistia necessita de 171 assinaturas de deputados federais. Até o momento, Cavalcante afirmou que já conta com apoio de aliados políticos, mas enfrenta resistência entre parlamentares de oposição, que classificam a proposta como ‘tentativa de impunidade’. A estratégia do PL inclui a mobilização de bancadas conservadoras e evangélicas, tradicionalmente alinhadas ao partido. No entanto, a tramitação da PEC dependerá também da aprovação do Senado Federal e de eventual sanção presidencial, o que pode prolongar o processo por meses ou até anos.

Reações e desdobramentos jurídicos

A suspensão da Dosimetria já resultou na apresentação de pedidos de revisão de penas por parte das defesas de condenados, que argumentam pela aplicação imediata da nova lei. As ADIs em tramitação no STF, entretanto, ainda não têm data para julgamento, o que mantém incerteza sobre o futuro jurídico da Dosimetria. Enquanto isso, entidades como a ABI e o PSOL reforçam a defesa da constitucionalidade das leis vigentes, enquanto o PL argumenta que a anistia é necessária para ‘restaurar direitos’ e ‘devolver segurança jurídica’ a milhares de brasileiros.

Impacto político e polarização

A articulação da PEC da Anistia ocorre em um cenário de crescente polarização entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com acusações mútuas de ingerência e desrespeito às competências institucionais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já havia vetado o projeto original da Dosimetria, mas o veto foi derrubado pelo Congresso, demonstrando a força da bancada conservadora. A decisão de Moraes, por sua vez, foi saudada por setores progressistas como um freio a ‘excessos legislativos’, enquanto a direita a considera uma afronta à soberania popular. A PEC da Anistia, nesse contexto, tende a aprofundar ainda mais as tensões entre os poderes e a sociedade.

Perspectivas e possíveis desfechos

Os desdobramentos da PEC da Anistia dependerão não apenas da capacidade do PL em angariar apoio parlamentar, mas também da evolução dos processos no STF. Caso a Corte mantenha a suspensão da Dosimetria até o julgamento das ADIs, a pressão por uma solução legislativa — seja por meio da PEC ou de outras vias — tende a aumentar. No entanto, a proposta enfrenta obstáculos constitucionais, uma vez que a anistia de crimes contra o Estado Democrático de Direito é tema controverso e historicamente contestado. Enquanto isso, milhares de condenados aguardam uma definição que pode redefinir não apenas suas penas, mas também os rumos da justiça brasileira no pós-8 de Janeiro.

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