Articulação política em ritmo acelerado para destravar PEC antes do recesso
O governo federal intensifica os esforços para aprovar, ainda nesta semana, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala de trabalho 6×1 no serviço público federal. A prioridade é garantir a votação no Senado antes do início do recesso parlamentar, marcado para 18 de julho. Para isso, a nova líder do governo na Casa, senadora Teresa Leitão (PT-PE), busca agendar um encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), desde a última quinta-feira (25). Até o momento, no entanto, a data da reunião permanece indefinida.
Alinhamento interno: Lula e ministério definem estratégia de curto prazo
Na segunda-feira (29), Teresa Leitão reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) para alinhar a estratégia governista. O objetivo é destravar a PEC, já aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, mas que enfrenta resistências no Senado. Fontes palacianas, contudo, indicam que o otimismo em relação à aprovação antes do recesso diminuiu nos últimos dias, diante do curto espaço de tempo e das divergências internas no bloco governista.
PEC da escala 6×1: Um divisor de águas na gestão pública
A proposta, apresentada pela Câmara em maio, prevê a extinção da escala 6×1 nos órgãos federais, substituindo-a por regimes de plantão ou escalas alternativas. A medida é defendida como uma modernização das relações de trabalho na administração pública, mas enfrenta resistência de setores que argumentam riscos à continuidade de serviços essenciais. O governo, por sua vez, sustenta que a PEC é fundamental para reduzir custos operacionais e evitar sobrecarga de servidores.
Desafios à frente: Pressão temporal e articulações em curso
Com o recesso parlamentar se aproximando, o governo precisa acelerar as negociações para evitar que a PEC seja adiada para agosto. A estratégia inclui não apenas o encontro entre Teresa Leitão e Alcolumbre, mas também a mobilização de aliados no Senado para garantir os votos necessários. A pressão é ainda maior após a queda no otimismo palaciano, que, inicialmente, apostava em uma tramitação célere da proposta. Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que, se não for aprovada até o recesso, a PEC pode enfrentar novos entraves no retorno das atividades legislativas.
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