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OPEC+ eleva produção simbólica de petróleo enquanto tensões no Estreito de Ormuz afetam rotas globais

Redação
4 de maio de 2026 às 16:13
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OPEC+ eleva produção simbólica de petróleo enquanto tensões no Estreito de Ormuz afetam rotas globais
Divulgação / ClickNews

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEC+) anunciou um aumento simbólico na produção de petróleo para junho, enquanto a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã perturba o fluxo de suprimentos pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de navegação do mundo.

Em comunicado oficial, sete países-membros — Argélia, Iraque, Cazaquistão, Kuwait, Omã, Rússia e Arábia Saudita — confirmaram um ajuste na produção de 188 mil barris por dia (bpd) para o próximo mês. A decisão, descrita como “modesta e simbólica”, visa demonstrar a disposição do grupo em estabilizar o mercado, embora não tenha feito menção à recente saída dos Emirados Árabes Unidos (EAU) da aliança, ocorrida na sexta-feira.

Segundo fontes internas da OPEC+, a medida também representa uma oportunidade para os países participantes acelerarem a compensação de cortes anteriores, mantendo uma abordagem de “business as usual” mesmo diante da desistência dos EAU. A decisão foi tomada em uma reunião virtual realizada no domingo, na qual os sete países revisaram as condições do mercado global e suas perspectivas.

A Arábia Saudita, maior produtor do grupo, terá sua cota elevada para 10,291 milhões de bpd em junho, valor significativamente superior à produção real de 7,76 milhões de bpd registrada em março. Especialistas destacam que o anúncio reforça a estratégia da OPEC+ de sinalizar capacidade de resposta a crises, mesmo com a redução de membros ativos na aliança.

Com 21 países integrantes, incluindo o Irã, a OPEC+ tem concentrado suas decisões de produção nos últimos anos em apenas oito nações, com os EAU desempenhando um papel central até recentemente. A saída do país, anunciada após divergências sobre políticas de cotas, adiciona incerteza ao grupo, que agora enfrenta o desafio de equilibrar oferta e demanda em um cenário geopolítico volátil.

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