Países como Alemanha, França e República Tcheca, as temperaturas ultrapassam 40°C
A Europa enfrentou, neste domingo (28/06), uma das piores ondas de calor precoce de sua história, com registros de temperatura que já ultrapassaram 41,7°C na Alemanha — um recorde nacional — e elevam o número de vítimas fatais a 1.300 desde o dia 21 de junho, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Crise sanitária silenciosa: calor extremo como ‘assassino invisível’
Em publicação na plataforma X, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, classificou o fenômeno como uma “epidemia silenciosa”, destacando que os sistemas de saúde e as infraestruturas europeias — projetadas para climas amenos — não estão preparados para suportar tais temperaturas. “Casas, locais de trabalho e escolas não foram construídos para enfrentar esse calor”, afirmou Tedros, ressaltando que o continente aquece a uma velocidade duas vezes superior à média global.
França registra mil mortes em excesso em quatro dias: idosos são os mais afetados
Na França, o ministério da Saúde local apontou um aumento de 1.000 óbitos acima do esperado desde a última quarta-feira, 25 de junho. A maioria das vítimas pertence ao grupo com 65 anos ou mais, com um crescimento de 40% nas mortes ocorridas em domicílios. O país, que já enfrenta apagões parciais em sua rede elétrica, soma-se a nações como Polônia e República Tcheca, onde recordes históricos de temperatura também foram quebrados neste fim de semana.
Impacto socioeconômico: escolas fechadas e redes elétricas sob pressão
O avanço da onda de calor para o Leste Europeu agrava um cenário já crítico: milhões de pessoas vivem sob condições de estresse térmico extremo, enquanto governos implementam medidas emergenciais, como o fechamento de escolas e a ativação de planos de contingência para evitar colapsos energéticos. Especialistas alertam que, sem adaptações estruturais urgentes, episódios como este tendem a se tornar recorrentes em um continente cada vez mais quente.
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