Divulgação. Imagem gerada por IA/Meta
Uma jovem de 26 anos foi assassinada a facadas durante uma comemoração no interior do Sudeste piauiense, na noite de sábado (15)
O crime, que está sendo investigado como feminicídio, teve como principal suspeito o companheiro da vítima, detido pela polícia em flagrante após testemunhas relatarem uma briga violenta minutos antes do homicídio. O corpo da mulher foi encontrado cerca de uma hora depois do ataque, jogado em via pública próxima ao local da festa, segundo informações da Polícia Civil do estado.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Wellington Oliveira, da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Picos (PI), o suspeito, identificado como João Silva, 30 anos, foi abordado pela polícia minutos após o crime, ainda no local da festa, com as vestes completamente ensanguentadas. Testemunhas afirmaram à autoridade policial que o casal havia protagonizado uma discussão acalorada momentos antes do ataque, quando a vítima teria sido esfaqueada por Silva, que, em seguida, fugiu do local. O corpo da jovem, identificada como Maria Aparecida Santos, foi localizado por populares em uma estrada vicinal, a cerca de 500 metros do local da festa.
A perícia criminal, acionada imediatamente após a ocorrência, coletou vestígios no local, incluindo uma faca descartada próxima ao corpo, que será submetida a exames para confirmação de compatibilidade com as lesões sofridas pela vítima. O delegado Oliveira destacou que o suspeito confessou parcialmente o crime durante o interrogatório, alegando que a morte teria ocorrido em decorrência de uma discussão doméstica, mas negou intenção premeditada. “As circunstâncias do caso, aliadas ao histórico de violência relatado por familiares da vítima, sugerem a configuração de feminicídio, conforme previsto na Lei 13.104/2015”, afirmou o investigador.
O caso reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher no Piauí, estado que registrou, em 2023, 42 feminicídios, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública local. A delegacia de Picos informou que o suspeito será encaminhado ao sistema prisional local, onde aguardará a conclusão das investigações. A Polícia Civil não descartou a possibilidade de indiciamento por homicídio qualificado, considerando a brutalidade do crime e a ausência de legítima defesa por parte do acusado.
Enquanto isso, familiares da vítima prestaram depoimento na delegacia, descrevendo Maria Aparecida como uma mulher ativa na comunidade, mãe de dois filhos e trabalhadora autônoma. Vizinhos relataram que o casal mantinha um relacionamento marcado por brigas frequentes, o que já havia sido objeto de denúncias anteriores à polícia. “Ela sempre dizia que tinha medo dele, mas nunca procurou ajuda”, declarou uma prima da vítima, que preferiu não ser identificada. O Ministério Público do Piauí informou que acompanhará o caso de perto, visando garantir que a justiça seja aplicada conforme a legislação vigente.
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