ClickNews
  • HOME
  • GERAL
  • CIDADES
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • JUSTIÇA
  • BRASIL
  • MUNDO
  • ESPORTE
  • ARTIGOS
  • POLÍCIA
  • SAÚDE
Home
Política

Minirreforma eleitoral: projeto que flexibiliza multas e punições pode ser barrado no STF

Redação
25 de maio de 2026 às 05:45
Compartilhar:
Minirreforma eleitoral: projeto que flexibiliza multas e punições pode ser barrado no STF

Foto: Redação Central

A Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira (19 de maio de 2026) o projeto de lei que ficaria conhecido como “minirreforma eleitoral”, uma proposta que reconfigura as sanções aplicadas a partidos políticos e altera mecanismos de fiscalização da Justiça Eleitoral. O texto, agora em tramitação no Senado, traz mudanças polêmicas que, segundo juristas ouvidos pela CNN, têm potencial para serem questionadas no Supremo Tribunal Federal (STF).

Parcelamento estendido e teto para multas: alívio para partidos ou enfraquecimento da Justiça Eleitoral?

Entre os pontos mais controversos do projeto estão a ampliação do parcelamento de multas eleitorais para até 180 meses — incluindo débitos anteriores à aprovação da lei — e a fixação de um teto de R$ 30 mil para penalidades decorrentes da desaprovação de contas partidárias. Além disso, o PL prevê a extinção automática de julgamentos após três anos sem conclusão, independentemente da complexidade do caso.

Advogados e especialistas veem risco de inconstitucionalidade

O advogado Alberto Rollo, especialista em direito eleitoral, criticou a proposta por reduzir a eficácia das punições impostas pela Justiça Eleitoral. “Temos partidos devendo milhões de reais em multas. Se validado, esse projeto transforma a fiscalização em letra morta, permitindo que agremiações escapem de responsabilização por tempo indeterminado”, afirmou Rollo à CNN. A flexibilização, segundo ele, contraria o princípio da proporcionalidade e pode ser interpretada como afronta à autonomia do Judiciário.

Consequências práticas: impacto nos cofres públicos e na transparência

A proposta também institui um Refis eleitoral, permitindo que partidos negociem débitos com descontos e prazos alongados. Enquanto defensores argumentam que a medida evita a ruína financeira de legendas menores, críticos alertam para um possível efeito dominó: a redução de arrecadação de multas — uma das principais fontes de receita do Fundo Partidário — e o enfraquecimento da fiscalização sobre o uso de recursos públicos por agremiações políticas.

STF como último obstáculo?

O projeto segue para análise no Senado, mas a expectativa de especialistas é que, se aprovado, possa ser levado ao Supremo sob alegação de inconstitucionalidade. A ministra Cármen Lúcia, relatora de ações similares no passado, já sinalizou em pronunciamentos recentes que o Judiciário deve zelar pela aplicação rigorosa das leis eleitorais. “A Justiça Eleitoral não pode ser refém de manobras legislativas que esvaziem seu poder sancionatório”, declarou a magistrada em evento no dia 20 de maio de 2026.

O que esperar nos próximos meses

Caso o Senado não promova alterações substanciais, a “minirreforma” deve enfrentar um novo capítulo no STF. Parlamentares da oposição já anunciaram intenção de ingressar com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra os dispositivos que tratam de parcelamento e teto de multas. Enquanto isso, partidos como PT e PSOL mantêm pressão para derrubar a proposta, enquanto PSD e MDB defendem sua aprovação integral, sob o argumento de “modernizar” as regras eleitorais.

ClickNews

O portal de notícias mais completo de Goiás. Informação de qualidade com credibilidade, 24 horas por dia.

Navegue no Site

  • Geral
  • Cidades
  • Economia
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Mundo
  • Esporte
  • Artigos
  • Polícia
  • Saúde

Institucional

  • Sobre Nós
  • Equipe
  • Fale Conosco
  • Privacidade
  • Termos de Uso

Fale Conosco

  • E-mailcontato@clicknews.net.br
  • Telefone(62) 3212-3434
© 2026 ClickNews V3.0 - Desenvolvido e editado por Agência Hoover.
TermosPrivacidade

Continue Lendo

Scala Data Centers cobra política unificada para transformar Brasil em hub de dados

Scala Data Centers cobra política unificada para transformar Brasil em hub de dados

Irã opta por Tijuana como base de treinamento para a Copa do Mundo 2026, no México

Irã opta por Tijuana como base de treinamento para a Copa do Mundo 2026, no México

Lua se distancia da Terra 4 cm ao ano: o que a NASA revela sobre o futuro do satélite e do planeta

Lua se distancia da Terra 4 cm ao ano: o que a NASA revela sobre o futuro do satélite e do planeta

O que você achou desta notícia?

Sua avaliação ajuda nossa redação a entregar o melhor conteúdo.

Anterior
0

Irã opta por Tijuana como base de treinamento para a Copa do Mundo 2026, no México

Próxima
0

Desenrola 2.0 libera saque de FGTS para quitação de dívidas a partir desta segunda-feira (25/05)

Publicidade[ BANNER VERTICAL ]
(300x600)