Rivalidade histórica define corrida ao Senado em Minas
O cenário eleitoral mineiro para o Senado em 2026 reflete um embate que remonta a décadas antes do surgimento do bolsonarismo: a disputa entre PT e PSDB. Segundo dados da pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 28 de julho de 2026, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) e o deputado federal Aécio Neves (PSDB) consolidam-se como os principais candidatos, com vantagem significativa sobre os demais postulantes.
Marília Campos lidera com margem estreita
Em todos os cenários analisados pela pesquisa, Marília Campos (PT) mantém-se na liderança das intenções de voto para o Senado, oscilando entre 18% e 20% do eleitorado. Aécio Neves (PSDB), por sua vez, aparece consistentemente em segundo lugar, com 16% em todas as simulações. A estabilidade desses números evidencia a força dos dois partidos na disputa estadual, em contraste com a crescente polarização nacional entre PT e PL.
Bolsonarismo perde fôlego no Estado
Apesar da proeminência do PL em nível federal, as figuras alinhadas ao bolsonarismo não conseguem emplacar entre os principais candidatos ao Senado em Minas. Deputados federais do PL, como Domingos Sávio, Eros Biondini e o pastor Edésio de Oliveira — pai do deputado Nikolas Ferreira —, aparecem entre a quarta e sexta posições, com percentuais que variam entre 6% e 9%, dependendo do cenário. Essa dinâmica sugere um enfraquecimento da influência do ex-presidente Jair Bolsonaro no Estado, ao menos no pleito para o Senado.
Cenário fragmentado entre os demais candidatos
Atrás dos dois principais nomes, a disputa pelo terceiro lugar é acirrada. O senador Carlos Viana (PSD) aparece com 11%, seguido de perto por Marcelo Aro (PP) com 10%. Os percentuais caem significativamente a partir do quinto colocado, com Eros Biondini (PL) registrando 8% e Domingos Sávio (PL) com 9%. Candidatos de partidos menores, como Áurea Carolina (PSOL) e Euclydes Pettersen (Republicanos), registram menos de 5%, indicando dificuldades para ampliar sua base de apoio.
Implicações para a política mineira
A polarização entre PT e PSDB em Minas Gerais não apenas reafirma a força histórica desses partidos no Estado, mas também sinaliza um possível rearranjo político para as eleições de 2026. Enquanto o país debate a ascensão de novas lideranças, a capital política de Minas Gerais parece optar por um embate tradicional, com pouca representatividade para figuras associadas ao bolsonarismo. A consolidação de Marília Campos e Aécio Neves como principais nomes também pode indicar a manutenção de uma base eleitoral estável, ainda que em patamares baixos, para os dois partidos.




