Lucro recorde não impede queda acionária
A Meta, controladora do Instagram, Facebook e WhatsApp, registrou lucro líquido de US$ 15,8 bilhões no segundo trimestre de 2026 — valor inferior em 13,6% ao mesmo período de 2025. No entanto, o mercado reagiu com forte desvalorização: as ações caíram 9,59% no pré-mercado de Nova York, atingindo US$ 529,47 por papel. O desempenho frustrou investidores ao apresentar lucro por ação de US$ 6,18, abaixo da projeção média de US$ 7,17 estimada por analistas.
Despesas disparam e pressionam resultados
O principal vetor da queda foi o aumento de 55% nas despesas totais da companhia, que atingiram US$ 34,6 bilhões — US$ 11,6 bilhões acima do mesmo trimestre do ano anterior. Segundo balanço da Meta, o montante incluiu US$ 2,4 bilhões em encargos judiciais e US$ 1,18 bilhão em custos de rescisão decorrentes de demissões em massa realizadas em maio de 2026. Esses fatores superaram o crescimento de 28% na receita, que somou US$ 60,8 bilhões — ainda assim acima das expectativas (US$ 60,2 bilhões).
Receita em alta, mas confiança no futuro em xeque
Apesar do crescimento de 28% na receita trimestral, o mercado demonstrou ceticismo quanto à sustentabilidade do modelo de negócios da Meta. A combinação de custos elevados com processos judiciais — incluindo multas e indenizações — e reestruturações internas sinaliza uma fase de maior rigor fiscal na companhia. Analistas destacam que, embora a base de usuários continue robusta, a pressão sobre margens e a incerteza regulatória global podem limitar o apetite por investimentos no curto prazo.




