ClickNews
  • HOME
  • GERAL
  • CIDADES
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • JUSTIÇA
  • BRASIL
  • MUNDO
  • ESPORTE
  • ARTIGOS
  • POLÍCIA
  • SAÚDE
Home
Política

Lula lança ofensiva bilionária contra facções às vésperas da eleição e tenta reagir à crise na segurança

Jeverson
12 de maio de 2026 às 10:02
Compartilhar:
Lula lança ofensiva bilionária contra facções às vésperas da eleição e tenta reagir à crise na segurança

Entre as prioridades do novo pacote estão o enfrentamento ao tráfico de armas, o reforço da segurança penitenciária e o bloqueio das fontes de financiamento das organizações criminosas. © Christiano Antonucci / Secom-MT

Pacote de R$ 11 bilhões aposta no combate ao crime organizado, reforço ao sistema prisional e sufocamento financeiro das quadrilhas em meio ao desgaste do governo na área da segurança pública

 

A menos de seis meses das eleições, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara o lançamento de um amplo programa de combate ao crime organizado, em uma tentativa de responder ao aumento da preocupação da população com a violência e à avaliação negativa sobre a atuação federal na segurança pública. Batizada de “Brasil contra o Crime Organizado”, a iniciativa prevê investimentos de R$ 11 bilhões, somando recursos do Orçamento da União e linhas de crédito destinadas aos estados.

O programa surge em meio às dificuldades enfrentadas pelo Palácio do Planalto para avançar com a PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional. A proposta, considerada uma das principais apostas do governo para o setor, permanece sem evolução no Senado após sofrer alterações na Câmara que desagradaram integrantes da gestão petista.

Segurança pública vira eixo central da estratégia eleitoral do governo

A ofensiva do governo federal ocorre em um momento em que a atuação das facções criminosas passou a ocupar espaço central no debate político e eleitoral. Levantamento recente do Datafolha, realizado em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que quatro em cada dez brasileiros afirmam perceber a presença direta do crime organizado nos bairros onde vivem.

Dentro desse cenário, o Planalto avalia que a pauta da segurança pública se tornou estratégica para a tentativa de reeleição de Lula. O tema ganhou ainda mais relevância diante da sinalização dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, como organizações terroristas.

Embora o governo brasileiro tente barrar essa possibilidade junto ao entorno do presidente Donald Trump, adversários políticos passaram a explorar o tema, acusando o Planalto de agir para proteger grupos criminosos.

Programa prevê recursos federais e financiamentos aos estados

A nova iniciativa reserva aproximadamente R$ 1 bilhão do Orçamento federal deste ano, além de outros R$ 10 bilhões em financiamentos operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os recursos deverão abastecer principalmente o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional. A adesão dos estados, no entanto, será voluntária, o que significa que governadores precisarão aderir formalmente às ações para acessar os recursos.

O lançamento oficial do programa ocorrerá nesta terça-feira, no Palácio do Planalto, em cerimônia com a presença de Lula e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. No comando da pasta desde janeiro, o ministro enfrenta cobranças internas por resultados mais concretos em uma área considerada decisiva para a disputa eleitoral.

Governo aposta em quatro frentes para enfrentar facções

O programa foi estruturado em quatro eixos principais: combate ao tráfico de armas, fortalecimento do sistema penitenciário, aumento da resolução de homicídios e bloqueio financeiro das organizações criminosas.

A estratégia de asfixia econômica das facções ganhou força após investigações da Operação Carbono Oculto identificarem o uso de fintechs por grupos criminosos para lavagem de dinheiro e movimentações ilícitas bilionárias. Segundo as apurações, os esquemas teriam movimentado mais de R$ 28 bilhões nos últimos seis anos.

Entre as medidas previstas estão a criação de uma unidade central da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) e a implementação de leilões centralizados, coordenados pelo Ministério da Justiça, para venda de bens apreendidos das quadrilhas.

Após reunião com Trump na semana passada, Lula reforçou a prioridade do governo no enfrentamento financeiro das organizações criminosas. “Precisamos destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções”, declarou o presidente em publicação na rede X.

Cooperação internacional e combate ao tráfico de armas entram no foco

O combate ao tráfico internacional de armas também passou a integrar as negociações entre Brasil e Estados Unidos. Recentemente, a Receita Federal firmou acordo com a agência americana U.S. Customs and Border Protection (CBP), prevendo compartilhamento de informações de inteligência e operações coordenadas para interceptar cargas ilegais de drogas e armamentos.

A articulação internacional é vista pelo governo brasileiro como uma tentativa de ampliar a cooperação bilateral e, ao mesmo tempo, evitar que as facções nacionais sejam enquadradas como grupos terroristas pelos americanos.

Governo quer endurecer controle em presídios estaduais

Outra frente considerada prioritária é o reforço do sistema prisional. O programa prevê aquisição de bloqueadores de celulares, drones, scanners corporais e radares capazes de detectar túneis em 138 penitenciárias estaduais.

Segundo integrantes do governo, cerca de 80% das lideranças de facções criminosas estão custodiadas em unidades administradas pelos estados. O objetivo é dificultar a comunicação entre chefes das organizações e integrantes que atuam fora das prisões.

A proposta também pretende aproximar os padrões de segurança dos presídios estaduais daqueles adotados nas penitenciárias federais, especialmente no que diz respeito a regras de isolamento.

Apesar disso, relatórios recentes indicam que o problema da circulação de celulares também persiste em unidades federais. Documento elaborado pela empresa de cibersegurança Ironfence e encaminhado à Secretaria Nacional de Políticas Penais apontou a identificação de centenas de aparelhos em áreas próximas a presídios federais entre novembro de 2025 e fevereiro deste ano.

Na penitenciária de Catanduvas, por exemplo, foram detectados 153 dispositivos. Já nas unidades de Campo Grande e Brasília, os registros chegaram a 132 e 452 aparelhos, respectivamente, incluindo sinais captados em áreas consideradas sensíveis.

Baixa resolução de homicídios preocupa governo

O governo também pretende atuar na padronização da investigação de homicídios entre os estados. Uma das medidas previstas é a integração dos bancos nacionais de perfis genéticos.

Dados mais recentes do Instituto Sou da Paz, referentes a 2023, mostram que apenas 36% dos homicídios no Brasil são solucionados de forma definitiva — índice abaixo da média mundial, de 63%, e também inferior à média das Américas, de 43%.

Pesquisa mostra avanço da influência do crime organizado

O levantamento do Datafolha revelou que 41,2% dos brasileiros com mais de 16 anos afirmam perceber atuação do crime organizado nas regiões onde vivem. Entre eles, 34,9% avaliam que traficantes e milicianos exercem forte influência sobre regras de convivência e decisões locais.

A presença das facções também altera hábitos da população. Segundo a pesquisa, 81% dos entrevistados têm medo de ficar no meio de confrontos armados, 74,9% evitam determinadas áreas e 65,2% dizem deixar de circular em certos horários.

“Por trás de um crime que antes poderia ser difuso, temos cadeias criminais organizadas que vão sendo reguladas e consolidadas, sobretudo no PCC e no CV, além de outras 30 a 40 organizações presentes no território brasileiro”, afirmou Renato Sérgio de Lima, presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo avaliou positivamente o novo pacote, mas criticou o timing político da iniciativa.

“Dada a polarização e o acirramento político, me parece que há chances de muitos estados não aderirem justamente para não dar dividendos ao governo”, afirmou. “Terá de ser a prioridade um: articulação política de todo o governo, dos diferentes ministérios, do próprio presidente, para dar conta de costurar e tentar superar algumas dessas resistências que podem acontecer.”

Continue Lendo

Oficina de iniciação teatral leva aulas gratuitas a estudantes de 11 a 15 anos em Goiânia

Oficina de iniciação teatral leva aulas gratuitas a estudantes de 11 a 15 anos em Goiânia

Bailarinos goianos disputam final de festival de dança na Argentina neste final de semana

Bailarinos goianos disputam final de festival de dança na Argentina neste final de semana

Caminhão com carga de areia perde controle em subida e fica quase na vertical em Minas Gerais

Caminhão com carga de areia perde controle em subida e fica quase na vertical em Minas Gerais

Anterior
0

Regulação estadual em Rio Verde moderniza confirmação de consultas e exames via WhatsApp

Próxima
0

Prefeitura e Governo de Goiás anunciam pacote de R$ 301 milhões para obras em Aparecida de Goiânia

ClickNews

O portal de notícias mais completo de Goiás. Informação de qualidade com credibilidade, 24 horas por dia.

Navegue no Site

  • Geral
  • Cidades
  • Economia
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Mundo
  • Esporte
  • Artigos
  • Polícia
  • Saúde

Institucional

  • Sobre Nós
  • Equipe
  • Fale Conosco
  • Privacidade
  • Termos de Uso

Fale Conosco

  • E-mailcontato@clicknews.net.br
  • Telefone(62) 3212-3434
© 2026 ClickNews V3.0 - Desenvolvido e editado por Agência Hoover.
TermosPrivacidade