Investigação federal atinge herdeiro político
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou, em pronunciamento realizado na noite desta quinta-feira, 30 de julho de 2026, que não utilizará a influência de seu cargo para interferir no andamento de inquérito da Polícia Federal que investiga seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A declaração foi dada em resposta a acusações recentes contra o herdeiro político, que se mudou para Madri, na Espanha, após o início das apurações.
Igualdade perante a lei, mesmo para familiares
Lula afirmou que, caso Lulinha seja alvo de acusações formais, o processo seguirá os trâmites legais sem qualquer privilégio. “Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa. Não haverá nenhum privilégio”, declarou. O presidente ainda ressaltou que, se comprovada a culpa, o filho enfrentará as mesmas consequências que qualquer outro cidadão, incluindo eventuais sanções judiciais.
Lulinha deve retornar ao Brasil para responder ao processo
O mandatário confirmou que, caso o filho seja formalmente julgado, ele deverá retornar ao território nacional para responder às acusações. “Ele jura para mim todo dia que é inocente. Se for julgado, ele virá para cá. Não vai ficar escondido, não”, afirmou Lula. A mudança de Lulinha para a Espanha havia levantado especulações sobre uma possível tentativa de evasão do processo legal.
Precedente de enfrentamento à Justiça
Lula comparou a situação atual à sua própria trajetória, quando enfrentou processos judiciais durante sua carreira política. “Se fizer coisa errada, ele sabe o que eu passei. Não vão usar meu cargo para protegê-lo”, declarou, reforçando que a defesa de Lulinha, caso seja necessário, será baseada em provas de sua inocência.




