A Justiça de São Paulo manteve, em decisão proferida na última terça-feira, 4 de agosto de 2026, a prisão de Marlon da Conceição Santos, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e preso na operação Mafiusi, que investiga a ligação da organização criminosa paulista com a máfia italiana ‘Ndrangheta no tráfico internacional de narcóticos. O magistrado Helio Narvaez negou a transferência do detento, requerida pela defesa para que Santos pudesse ficar próximo de familiares na Baixada Santista ou na capital paulista.
Periculosidade e ligação com a máfia italiana pesam na decisão
Em despacho, o juiz fundamentou a negativa com base nas informações da administração carcerária e nos indícios de que Santos representa “alta periculosidade”. O magistrado destacou que o réu apresenta “fortes indícios de ligação com a máfia italiana ‘Ndrangheta“, organização reconhecida por sua atuação transnacional no tráfico de drogas. A decisão reforçou o poder discricionário da Administração Pública sobre movimentações carcerárias, especialmente em casos envolvendo organizações criminosas de grande porte.
Defesa nega vinculação do réu ao PCC
A defesa de Santos alegou que ele não integra a facção criminosa, classificando-o apenas como um réu comum. No entanto, a Justiça considerou suficientes os elementos apresentados pelo Ministério Público e pela polícia para sustentar a manutenção da prisão preventiva e a recusa da transferência. O caso integra um conjunto mais amplo de investigações sobre a expansão do PCC em parcerias internacionais, com foco na ‘Ndrangheta, uma das máfias mais poderosas do mundo.




