Uma cidade do interior da Bahia atingiu a maior temperatura registrada no Nordeste durante o último sábado (2), conforme dados oficiais do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)
O município de Correntina, localizado no oeste baiano, alcançou marca de 35°C, consolidando-se como o ponto mais quente da região em um levantamento que abrange estações meteorológicas distribuídas por todo o território nacional.
Além de Correntina, outras localidades baianas também integraram o ranking regional de altas temperaturas. Barra, situada na região central do estado, anotou 34,5°C, enquanto Barreiras, no extremo oeste, registrou 34,2°C. Esses valores reforçam a tendência de elevação térmica observada em diversas áreas do Nordeste, especialmente em municípios interioranos, onde a incidência solar direta e a baixa umidade relativa do ar contribuem para a intensificação do calor.
Centro-Oeste e Norte dominam o ranking nacional de calor
No cenário nacional, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram os maiores registros térmicos no mesmo período. Porto Estrela, no Mato Grosso, liderou o levantamento com 37,2°C, seguida por Palmas, no Tocantins, que anotou 36,7°C. Nova Xavantina, também no Mato Grosso, completou o pódio com 35,8°C. Esses dados evidenciam um padrão climático marcado pela atuação de massas de ar seco e alta incidência de radiação solar, condições típicas do outono-inverno em áreas continentais brasileiras.
A discrepância entre as temperaturas registradas no Nordeste e nas demais regiões do país reflete a diversidade climática brasileira. Enquanto o interior baiano enfrentou valores próximos a 35°C, as capitais e áreas litorâneas do Nordeste mantiveram médias mais amenas, graças à influência da brisa marítima. Por outro lado, o Centro-Oeste e o Norte apresentaram extremos mais pronunciados, com picos superiores a 37°C, associados a sistemas de alta pressão atmosférica que inibem a formação de nuvens e intensificam o aquecimento superficial.
Especialistas do Inmet alertam para a necessidade de atenção redobrada em períodos de calor intenso, especialmente em regiões com baixa umidade relativa do ar. A combinação de altas temperaturas e baixa umidade pode agravar problemas respiratórios e aumentar os riscos de incêndios florestais. Além disso, a população é orientada a manter-se hidratada e evitar exposição prolongada ao sol durante os horários de pico térmico, que geralmente ocorrem entre 12h e 16h.
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