Federação sul-americana une-se em torno de Infantino em meio a turbulências
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, desembarcou na madrugada de sexta-feira (7) em Cali, Colômbia, para a posse do novo mandatário colombiano, Abelardo de la Espriella, onde buscou consolidar alianças estratégicas no futebol sul-americano. Em evento transmitido por mídia local, imagens registraram sua aproximação com o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, e com Ramon Jesurun, presidente da Federação Colombiana de Futebol, numa demonstração de união continental diante das crescentes pressões sobre a entidade.
Plano de privatização e silêncio diante das críticas
A crise atual da Fifa foi deflagrada pela proposta — posteriormente arquivada — de criar uma entidade comercial privada para gerir Copas do Mundo, decisão que gerou reações adversas entre federações e torcedores. Questionado por jornalista da AFP sobre sua capacidade de superar o momento turbulento, Infantino evitou comentários diretos, limitando-se a manter postura reservada durante o evento. A estratégia de buscar apoio regional surge como tentativa de fortalecer sua posição frente a questionamentos sobre governança e transparência.
Consequências e reflexos no futebol global
A escalada de crises na Fifa, inédita em sua história recente, reflete não apenas divergências internas mas também o desgaste de figuras-chave em meio a denúncias de conflitos de interesse e falta de accountability. A dependência de Infantino por alianças políticas — como as firmadas na Colômbia — expõe fragilidades estruturais, enquanto a ausência de respostas concretas amplia o cenário de incerteza para o futuro das competições mundiais, incluindo a Copa do Mundo 2030, cujo processo de escolha já enfrenta pressões adicionais.




