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Goiânia treina profissionais de saúde para rastreamento de retinopatia diabética

João
3 de maio de 2026 às 15:11
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Goiânia treina profissionais de saúde para rastreamento de retinopatia diabética

Fotos: SMS/Secom

Iniciativa do programa “De Olho na Vida” visa prevenir a cegueira e ampliar o acesso ao diagnóstico precoce na rede municipal

 

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia está promovendo uma série de treinamentos para capacitar profissionais no rastreamento e na prevenção de complicações visuais em pacientes com diabetes. A medida faz parte do projeto “De Olho na Vida”, cujo propósito é descentralizar o acesso aos exames oftalmológicos e identificar precocemente patologias que afetam a visão.

Expansão do atendimento e capacitação técnica

Na última quarta-feira (22/4), nove servidores passaram por instrução no Centro de Saúde da Família (CSF) Criméia Oeste. Durante a qualificação, as equipes foram orientadas sobre a operação de ferramentas tecnológicas, como o retinógrafo portátil, permitindo a identificação de alterações oculares de forma ágil. A expectativa do Distrito Sanitário Campinas-Centro é alcançar cerca de 1.500 pacientes com diabetes cadastrados na rede pública.

O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, ressalta a importância da medida para a qualidade de vida dos usuários e o reforço da assistência básica:

“Estamos qualificando nossas equipes para levar o diagnóstico mais perto da população, especialmente dos pacientes que mais precisam de acompanhamento contínuo. A detecção precoce da retinopatia diabética é fundamental para evitar a perda de visão e garantir mais qualidade de vida. Esse projeto reforça nosso compromisso com a prevenção e com o cuidado integral na rede pública de saúde”.

Histórico e público-alvo

A retinopatia diabética configura-se como uma das principais causas de perda de visão em indivíduos na faixa etária de 16 a 64 anos. Para conter o avanço da doença, a estratégia foca na busca ativa de pessoas que não passaram por consultas com oftalmologista nos últimos cinco anos.

A iniciativa teve início em 2023, na Unidade de Saúde da Família (USF) São Carlos, na região Noroeste, com o atendimento de aproximadamente 250 pessoas. Após a fase piloto, o projeto foi estendido para os Distritos Sanitários Leste e Oeste, e agora alcança novas regiões da capital. Quando são detectadas alterações, os pacientes são imediatamente direcionados ao tratamento especializado.

 

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