Queixa-crime ganha novo capítulo com declarações públicas de Janones
Em complemento à queixa-crime apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) no mês passado, a defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou novas provas que, segundo os advogados, demonstram a existência de uma “estratégia ilícita e deliberada” de Janones (Rede-MG) para ofendê-lo. As declarações recentes do deputado federal, que incluem termos como “bandido”, “ladrão”, “vagabundo” e “miliciano”, foram interpretadas como reforço ao padrão de comportamento já denunciado na inicial.
Ofensas são mantidas e ameaçadas de intensificação
Em resposta à notícia da complementação da queixa-crime, Janones manteve seu discurso agressivo. Em nota publicada no dia 19 de julho de 2026, afirmou: “Vou continuar chamando ele (Flávio Bolsonaro) de bandido, miliciano e ladrão, pois é o que ele é. E eu ainda nem comecei, estou só no esquenta. Quando começar a campanha é que eu vou pôr pra torar”.
A escalada de linguagem foi reforçada em publicação na plataforma X, onde o deputado declarou ter como meta a “dizimação e o extermínio completo do Bolsonarismo da face da terra”. Para a defesa de Flávio, tais declarações não apenas reiteram as ofensas, mas as integram a um plano sistemático de difamação.
STF analisará padrão de conduta para definir desdobramentos
O STF deverá avaliar se as declarações de Janones configuram não apenas ofensas pontuais, mas um padrão reiterado de comportamento passível de sanções penais. A nova documentação apresentada pela defesa de Flávio Bolsonaro poderá influenciar na decisão sobre a admissibilidade da queixa-crime, que já tramita no tribunal. Caso seja aceita, o deputado poderá responder por injúria e difamação, crimes previstos no Código Penal Brasileiro.




