ClickNews
  • HOME
  • GERAL
  • CIDADES
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • JUSTIÇA
  • BRASIL
  • MUNDO
  • ESPORTE
  • ARTIGOS
  • POLÍCIA
  • SAÚDE
Home
Política

Flávio Bolsonaro amplia alianças no segundo turno enquanto Lula reorganiza campanha e mira abstenções

João
6 de outubro de 2026 às 08:02
Compartilhar:
Flávio Bolsonaro amplia alianças no segundo turno enquanto Lula reorganiza campanha e mira abstenções

Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado

Senador do PL reúne respaldo de governadores e partidos de centro-direita, enquanto presidente petista busca reduzir abstenções e redefine estratégias para a segunda etapa da eleição

A disputa presidencial entra em nova fase após o primeiro turno, com Flávio Bolsonaro (PL) avançando na articulação política com setores da direita e do centrão. O senador, que terminou a primeira etapa à frente de Lula (PT), passou a receber manifestações públicas de apoio e trabalha para ampliar sua estrutura eleitoral nos estados por meio de governadores, parlamentares e lideranças partidárias.

Do outro lado, Lula reuniu aliados em Brasília para avaliar o desempenho da campanha e definir mudanças para o segundo turno. Entre as prioridades apresentadas pelo grupo está a tentativa de alcançar os eleitores que não compareceram às urnas. A abstenção superou 33 milhões de eleitores, segundo os dados divulgados após a votação.

O presidente também passou a adotar um discurso mais duro em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), em meio ao desgaste provocado pelas denúncias relacionadas ao Banco Master. Durante encontro com integrantes de sua campanha, Lula associou o cenário envolvendo a Corte às dificuldades enfrentadas na disputa presidencial.

Apoios começam a se consolidar

Flávio recebeu o apoio declarado de Romeu Zema (Novo) e tinha uma reunião prevista com Ronaldo Caiado (PSD), em Goiânia. O movimento ocorre apesar da posição de neutralidade anunciada pelo partido de Caiado. O ex-presidente Michel Temer (MDB) também publicou um vídeo de apoio ao candidato do PL.

No campo partidário, dirigentes e parlamentares do centrão começaram a se aproximar da candidatura. Em Brasília, Flávio se encontrou com Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador reeleito de São Paulo e uma das principais lideranças políticas mobilizadas em torno da campanha.

“Vamos ajudar a organizar os eventos e estruturar o estado para receber o Flávio no maior colégio eleitoral do Brasil”, disse Tarcísio em entrevista à CNN Brasil.

Centrão avalia adesão formal

União Brasil e PP, integrantes da mesma federação partidária, programaram uma reunião em Brasília com deputados e senadores eleitos para discutir os próximos passos da atuação nacional. As duas legendas sinalizaram apoio a Flávio na disputa presidencial, embora mantenham espaço para que diretórios estaduais estabeleçam alianças diferentes com o PT.

Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional da sigla e derrotado na tentativa de reeleição ao Senado, declarou apoio integral ao candidato do PL.

“apoio total e irrestrito” ao candidato do PL. “Votei no Flávio, tenho uma lealdade enorme ao presidente Bolsonaro”, afirmou em entrevista à TV Cidade Verde.

A expectativa dentro da campanha é que outras legendas do centrão adotem posição semelhante. O Republicanos também é considerado peça importante nas negociações e a equipe de Flávio trabalha para formalizar o apoio do partido, presidido pelo deputado federal Marcos Pereira (SP).

Reorganização interna da campanha de Flávio

A movimentação política ocorre paralelamente à reorganização interna da campanha. Integrantes das áreas de comunicação, jurídico e coordenação-geral participaram de reuniões para definir a estratégia das próximas semanas.

Entre os participantes estiveram o senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável pela coordenação-geral, o marqueteiro Duda Lima e os conselheiros econômicos Daniella Marques e Adolfo Sachsida.

Marinho afirmou que a prioridade inicial será ampliar o arco de alianças e incorporar ao projeto eleitoral candidatos e partidos que não estiveram ao lado de Flávio durante a primeira rodada de votação.

Governadores eleitos pelo PL devem participar de agendas em Brasília com o candidato, enquanto a bancada eleita para o Congresso será estimulada a manter atividades de campanha nos estados.

“Hoje passamos o dia conversando com esses parlamentares e mostrando a importância de que a campanha tem que continuar nas próximas três semanas”, disse.

Campanha amplia presença nacional

A estratégia também prevê uma divisão maior das agendas pelo país. Além de Tarcísio de Freitas, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o vice Alfredo Gaspar (PL-RN) deverão participar de viagens e eventos de maneira independente, ampliando o número de estados alcançados pela campanha.

Flávio encerrou o primeiro turno com 47% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45%. O resultado colocou o candidato do PL na liderança da primeira etapa da eleição.

O resultado também provocou apreensão entre aliados de Lula. Integrantes da campanha avaliam que a vantagem obtida pelo adversário pode influenciar lideranças regionais e prefeitos de partidos de centro que haviam apoiado o petista no primeiro turno.

Há preocupação de que parte desses grupos passe a se aproximar do candidato do PL diante da nova configuração da disputa.

Lula concentra esforços na abstenção

Durante a reunião com aliados, Lula afirmou que a campanha precisa compreender as razões que levaram milhões de eleitores a não comparecer às urnas.

“Tem uma coisa que nós temos que trabalhar: são 30 milhões de pessoas que não foram votar. O que aconteceu com essas pessoas? Eles perderam o sentido de responsabilidade? Eles não foram convencidos? Eles não gostam dos candidatos? Porque se fosse assim, teria surgido uma terceira via, e não surgiu terceira via”, questionou Lula.

O presidente recebeu candidatos eleitos e derrotados em um hotel nas proximidades da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Entre os participantes estavam os governadores reeleitos Jerênimo Rodrigues (PT-BA) e Rafael Fonteles (PT-PI), além dos senadores eleitos Rui Costa (PT-BA) e Jaques Wagner (PT-BA).

Também participaram nomes que não conseguiram avançar na eleição, como Fernando Haddad (PT-SP), Simone Tebet (PSB-SP) e Marina Silva (Rede-SP).

A reunião teve como objetivo fazer um diagnóstico da primeira etapa da campanha, identificar problemas de organização e comunicação e definir medidas para as semanas que antecedem o segundo turno.

Petistas discutem nova estratégia

Uma das principais frentes discutidas pelo grupo é a ampliação da rejeição a Flávio Bolsonaro. A estratégia já havia sido utilizada durante o primeiro turno, mas não impediu o candidato do PL de terminar a votação à frente de Lula. Agora, os aliados do presidente estudam novas formas de explorar o desgaste político do adversário.

A campanha também deverá intensificar as críticas ao STF. A Corte atravessa um período de questionamentos públicos em razão das denúncias relacionadas ao Banco Master, episódio que passou a ocupar espaço no discurso político do segundo turno.

Durante a reunião, Lula indicou que pretende manter a pressão sobre o tema.

“Estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessas denúncias”, disse Lula. O petista também indicou que haverá um recrudescimento dos ataques ao adversário.

O setor de comunicação passou a ser um dos principais focos das cobranças internas. O publicitário Raul Rabelo e o ministro Sidônio Palmeira (Secom) estão entre os nomes que enfrentam questionamentos de integrantes da campanha.

A avaliação de parte dos aliados é que a comunicação demorou a assumir um discurso de confronto político mais intenso ao longo do primeiro turno.

Comunicação vira alvo de críticas

A campanha de Lula enfrentou divergências internas durante a disputa. Na área de comunicação, diferentes núcleos atuaram simultaneamente, enquanto problemas de logística também foram registrados no início da propaganda eleitoral, com relatos de falta de materiais como santinhos e bandeiras.

Em conversas reservadas, integrantes do PT também fizeram críticas ao presidente nacional do partido e coordenador da campanha, Edinho Silva. A cobrança é por uma coordenação mais centralizada e por maior integração entre as diferentes equipes.

Outra reivindicação apresentada por aliados é a ampliação da participação de lideranças estaduais com bom desempenho eleitoral nas decisões da campanha. Entre os nomes citados está o ex-ministro da Educação Camilo Santana, considerado por integrantes do grupo como uma liderança que poderia contribuir para a definição da estratégia política.

Escolhas estaduais entram no debate

Na avaliação de integrantes do PT, parte dos problemas da campanha teve origem nas decisões políticas tomadas antes do primeiro turno.

Um dos exemplos mencionados é a tentativa de Lula de viabilizar durante meses a candidatura do ex-senador Rodrigo Pacheco, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), ao governo de Minas Gerais.

A estratégia não prosperou e, posteriormente, a campanha precisou lançar Patrus Ananias (PT) como candidato ao governo mineiro. Ele não conseguiu chegar ao segundo turno, deixando o presidente sem o palanque inicialmente planejado no estado.

A preocupação agora é que o resultado nacional provoque desmobilização entre os apoiadores de Lula nos estados. Petistas ouvidos pela reportagem avaliam que uma eventual redução das atividades locais poderia dificultar a busca por votos na segunda etapa.

Janja também é questionada

A atuação da primeira-dama Janja Lula da Silva tornou-se outro ponto de discussão entre integrantes do grupo político. Ela teve participação frequente nas atividades da campanha e, na reta final do primeiro turno, utilizou uma expressão ofensiva para se referir a Nikolas Ferreira, deputado mais votado do país.

Janja chamou o parlamentar de “piá de bosta”.

Outra questão que passou a ser debatida internamente foi a decisão de restringir as apostas esportivas e jogos on-line. Parte dos aliados atribui à medida um impacto negativo sobre o desempenho eleitoral de Lula.

Clubes de futebol, influenciadores digitais e empresas de comunicação reagiram à política de restrição das chamadas bets. A decisão de proibir as apostas online foi tomada pelo próprio presidente.

Resultado aumenta pressão sobre campanha

A possibilidade de uma derrota no segundo turno ampliou o nível de cobrança dentro do grupo político de Lula. Decisões que anteriormente não provocavam questionamentos passaram a ser analisadas com maior rigor pelos aliados.

Um dos exemplos citados internamente foi a dimensão do evento realizado em São Paulo para que o presidente acompanhasse a apuração dos votos. Integrantes da campanha questionaram, em conversas reservadas, os custos e a grandiosidade da estrutura montada para a ocasião.

Com as alianças de Flávio Bolsonaro em expansão e a campanha de Lula submetida a uma revisão estratégica, a segunda etapa da eleição passa a ser marcada pela disputa por apoios políticos, pela tentativa de mobilizar os milhões de eleitores que não compareceram às urnas e pela redefinição das mensagens utilizadas pelos dois grupos.

Continue Lendo

Ônibus escolar desce sem freio e cai em rio na Zona da Mata mineira

Ônibus escolar desce sem freio e cai em rio na Zona da Mata mineira

Jovem que foi rainha de rodeio morre atingida por raio no Tocantins

Jovem que foi rainha de rodeio morre atingida por raio no Tocantins

Nova tripulação chega à Estação Espacial Internacional em voo recorde da SpaceX

Nova tripulação chega à Estação Espacial Internacional em voo recorde da SpaceX

Anterior
0

Kassio Nunes Marques quer analisar soltura de Bolsonaro após o 2º turno

Próxima
0

Resultado no Amapá amplia pressão sobre Alcolumbre e ameaça planos no Senado

Publicidade[ BANNER VERTICAL ]
(300x600)
ClickNews

O portal de notícias mais completo de Goiás. Informação de qualidade com credibilidade, 24 horas por dia.

Navegue no Site

  • Geral
  • Cidades
  • Economia
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Mundo
  • Esporte
  • Artigos
  • Polícia
  • Saúde

Institucional

  • Sobre Nós
  • Equipe
  • Fale Conosco
  • Privacidade
  • Termos de Uso

Fale Conosco

  • E-mailcontato@clicknews.net.br
  • Telefone(62) 3212-3434
© 2026 ClickNews V3.0 - Desenvolvido e editado por Agência Hoover.
TermosPrivacidade