A ex-apresentadora da TV Globinho, Geovanna Tominaga, trouxe à tona nesta terça-feira (11/08/2026) uma discussão sobre a identificação tardia de Altas Habilidades e Superdotação em mulheres, condição que só foi diagnosticada nela em 2024, aos 44 anos.
Perfil subdiagnosticado: mulheres e a superdotação invisível
Em publicação em seu blog pessoal, Tominaga destacou que o fenômeno da superdotação foi historicamente estudado sob a ótica masculina, o que contribui para a subnotificação em meninas. Segundo ela, enquanto os meninos tendem a externalizar frustrações de forma mais ostensiva, as mulheres — mais observadoras e adaptáveis — internalizam suas características, dificultando a identificação precoce.
Autodescoberta tardia e o peso do ‘deslocamento’
Tominaga revelou que, ao longo da vida, sentiu-se ‘deslocada’ por não compreender as próprias singularidades. Essa lacuna, segundo a ex-apresentadora, só foi preenchida após o diagnóstico formal, que lhe permitiu ressignificar trajetórias pessoais e profissionais. Sua experiência reforça a necessidade de atenção redobrada a sinais sutis, como dificuldades de socialização ou padrões de hiperfoco em atividades específicas.
Apelo às mães: sinais que não podem passar despercebidos
A apresentadora dirigiu-se diretamente às mães, instando-as a observar atentamente o desenvolvimento de suas filhas. ‘Você, que é mãe, olhe para sua filha com mais cuidado’, escreveu, enfatizando que a superdotação em meninas muitas vezes se manifesta em traços como perfeccionismo, ansiedade ou dificuldade em seguir normas convencionais.




