Retaliação escalonada no Oriente Médio: Trump autoriza nova ofensiva
Na madrugada desta quinta-feira (30), os Estados Unidos retomaram os bombardeios diretos ao Irã, encerrando um hiato de cinco dias desde a última ação militar. A medida, antecipada pelo presidente Donald Trump durante coletiva na Casa Branca — onde afirmou “agora é nossa vez” —, visou alvos estratégicos da Guarda Revolucionária Iraniana, incluindo centros de comando e instalações de drones na ilha de Qeshm, no estreito de Hormuz. Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, a operação durou duas horas, encerrando-se às 2h locais (19h30 em Brasília).
Irã responde com mísseis e drones em território jordaniano e kuwaitiano
Em menos de 12 horas, o Irã retaliou com lançamentos de mísseis e drones contra bases americanas na Jordânia e no Kuwait, na manhã desta quinta. A escalada marca a retomada de um ciclo de ataques pontuais entre as partes, sem ensejar, até o momento, um conflito de proporções mais amplas — cenário que se desenhava desde o início das hostilidades há cinco semanas.
Tensão regional persiste sem sinais de recuo diplomático
A dinâmica de retaliações recíprocas, embora controlada, mantém a região sob alerta máximo. Analistas apontam que a estratégia de Trump, ao optar por ataques cirúrgicos e de curta duração, busca evitar uma escalada descontrolada, mas a volatilidade do cenário sugere que qualquer incidente futuro poderia reverter o atual equilíbrio frágil.




