A Marinha dos Estados Unidos executou nesta manhã (16/07/2026) um ataque com mísseis Hellfire contra o petroleiro Belma, identificado como integrante de uma frota com destino ao terminal de exportação de petróleo de Kharg Island, no Golfo Pérsico. Segundo comunicado do US Central Command (Centcom), a embarcação ignorou múltiplas advertências antes de ser alvejada na chaminé, o que levou à sua imobilização imediata.
Bloco naval reativado após trégua recorde
O ataque ocorre menos de 24 horas após o presidente Donald Trump ter reativado o bloqueio naval a portos iranianos – medida suspensa entre 13 de abril e 18 de junho como parte de um cessar-fogo assinado em 17 de junho. Durante a vigência anterior do cerco, o Centcom alegou ter redirecionado 140 embarcações e desativado nove navios, enquanto especialistas estimam que o Irã tenha exportado 74 milhões de barris de petróleo (US$ 6 bilhões) antes da retomada das sanções.
Ciclo de retaliações e ruptura da trégua
A decisão de Trump encerra um período de trégua tensa, após semanas de ataques mútuos entre Teerã e Washington no Estreito de Ormuz. O presidente declarou o “fim do cessar-fogo” na terça-feira (15/07/2026), justificando a medida como resposta a uma série de alegadas agressões iranianas contra navios comerciais – incluindo incidentes envolvendo drones e embarcações não identificadas. A reativação do bloqueio, que proíbe a entrada e saída de navios em portos iranianos, representa um endurecimento estratégico após a retomada das exportações de petróleo, que haviam sido parcialmente flexibilizadas.
Implicações regionais e reações internacionais
Analistas alertam que a escalada pode reconfigurar o equilíbrio de poder no Golfo, onde 80% do petróleo global transitam por rotas estratégicas. A União Europeia, que havia mediado a trégua de junho, ainda não se pronunciou oficialmente, mas diplomatas europeus ouvidos pela ClickNews indicam preocupação com o risco de um conflito prolongado. Enquanto isso, o Irã, já sob sanções, deve responder com medidas assimétricas, possivelmente envolvendo milícias regionais ou ciberataques.




